TEMOS DE GANHAR AO PORTO (E A LISBOA), SR. PRESIDENTE

//TEMOS DE GANHAR AO PORTO (E A LISBOA), SR. PRESIDENTE

Estar numa média cidade e solicitar o que é requerido pelas grandes urbes é um exercício de incoerência. COIMBRA é uma média cidade apesar de, à escala europeia, precisarmos, porventura, de mais cem mil habitantes para ficarmos perto dos trezentos mil e entrarmos numa espécie de norma demográfica em relação à MÉDIA CIDADE EUROPEIA. Esse número de habitantes permite rentabilizar infraestruturas. Ou seja: ganharão mais consistência e terão adequada justificação, por melhor aproveitamento, propostas feitas em defesa da Cidade de Coimbra e Seu Progresso. Progresso harmonioso e sustentável é sempre o que se pede e não a utopia.

Caros Leitores;

Achei muito interessante o discurso lúdico, na última quarta feira, se a memória não me atraiçoa, do Sr. Primeiro-Ministro a dirigir-se ao seu sucessor e Presidente do Município lisboeta desafiando-o e APELANDO para Lisboa ganhar à cidade do Porto que foi considerado DESTINO TURÍSTICO EUROPEU DE ELEIÇÃO. Esta provocaçãozinha-incentivo de quem esteve à frente do executivo alfacinha é estimulante e seria giríssimo termos estas duas cidades a serem consideradas, ex-aequo, campeãs em termos de atração turística a nível europeu ou mundial. E nós por cá o que temos feito que tenha merecido uma benéfica provocaçãozita do Sr. Primeiro-Ministro? – alguma coisa – responderão os leitores, justificadamente. Mas não o suficiente apesar do esforço de algumas entidades locais e regionais. Os turistas visitam Coimbra de raspão, de passagem, e é preciso FIXÁ-LOS. A nossa cidade continua a praticar preços exagerados na venda e arrendamento na habitação, tal como no arrendamento dos quartos. Podíamos ter novas urbanizações com construção a preços mais acessíveis que ficassem dentro da ÁREA URBANA designadamente a norte e a sul da cidade. Mas vejam, por exemplo, que o IC2 na ligação COIMBRA/CONDEIXA estreita, e é difícil circular, provoca bichas de trânsito e já há muito merecia ter sido ampliado, até por ser palco regular de acidentes. Respeito aqueles que necessitam, por exemplo, do ARRENDAMENTO DE QUARTOS que acima enunciámos, de se enquadrarem nesta economia de subsistência, mas não parece ser o caminho ideal para rumarmos na direção de um Futuro mais produtivo. Esperava que neste momento a ECONOMIA DE QUARTA VAGA explodisse de sucesso em Coimbra, desejava ver o I PARQUE de Antanhol com um maior número de empresas, desejava verificar que o movimento turístico em Coimbra fosse, pelo menos, igual ao de Aveiro, cidade vizinha que me surpreende com tantos turistas e com os moliceiros sempre à bolina carregados de estrangeiros e em concreto com vizinhos da GALIZA. Se SOMOS GALEGOS ATÉ AO MONDEGO não será possível prolongar de Aveiro até Coimbra a deslocação destes nossos vizinhos da Galiza? COMO ESTÁ A NOSSA PROMOÇÃO NA GALIZA?

COIMBRA É CAPITAL NATURAL DA REGIÃO CENTRO

Há dias li um cronista que admiro a proclamar a necessidade de Coimbra ser polarizadora em relação às cidades da Região Centro. Tem razão: fomos demasiado desprendidos em nos darmos às cidades vizinhas e em quase apagar este ESTATUTO que COIMBRA tem como CAPITAL NATURAL DO CENTRO DE PORTUGAL. Mas esse título tem de ser conservado com empenho e ações dinâmicas que frutifiquem em interligações produtivas. Vivemos durante séculos quase em saprofitismo, ou melhor, em aproveitamento do prestígio da multissecular Universidade; de repente, a proliferação de Escolas Superiores em todo o país pode não ter beliscado o prestígio da vetusta Universidade coimbrã, mas também não nos deu mais-valias, concordam?

Vi Coimbra, durante anos, com uma eficaz delegação da Agência de notícias Lusa e outra da Rádio pública com programação própria a nível regional do Centro e igualmente a nível nacional. E hoje como é que descentraliza a estação pública de rádio e de televisão? Abre, apenas, as portas dos estúdios em Coimbra? Precisamos ter capacidade editorial e revelar os CÉREBROS que existem por cá. Qual o papel de Coimbra nos Média? É ensanduichada entre Porto e Lisboa? QUANTOS MINISTROS DE COIMBRA TEMOS NO ATUAL GOVERNO E QUAL O SEU PESO? Qual o peso político dos SABERES ESPECIALIZADOS que Coimbra fornece à POLÍTICA NACIONAL E AO GOVERNO CENTRAL através da sua Universidade? POR QUE RAZÃO FORAM FECHADAS AS LINHAS FERROVIÁRIAS DA LOUSÃ e da PAMPILHOSA/FIGUEIRA? Por que é que estamos a assistir a uma rapidíssima viagem e estudos para fazer do Aeroporto Militar do Montijo uma alternativa ao da Portela de Lisboa e nada se faz em relação à abertura do AEROPORTO DE MONTE REAL à aviação civil e em simultâneo à aviação militar como o esboçado para o Montijo?

AEROPORTO NOSSA SENHORA DE FÁTIMA PARA MONTE REAL

Na semana passada escrevi, uma vez mais, acerca desta necessidade de nos empenharmos na abertura do Aeroporto de MONTE REAL à aviação civil e referi que precisamos ter as Instituições da Região aglutinadas na defesa deste ponto de vista. Apercebi-me que, provavelmente no mesmo dia em que escrevia o meu texto opinativo da última semana, o PRESIDENTE DO TURISMO DO CENTRO (DR. PEDRO MACHADO) e o PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE COIMBRA (DR. MANUEL MACHADO) tinham ecoado com a sua voz em defesa deste interesse regional e nacional. Dou-lhes os meus parabéns até porque – recordo – MONTE REAL como AEROPORTO, eventualmente aberto à aviação civil, ajudaria a descongestionar o Aeroporto da Portela pois não nos podemos esquecer que há muitos milhares de passageiros estrangeiros que vêm de avião a Portugal para visitarem, em exclusivo, Fátima. Aliás, se soubéssemos aproveitar a FORÇA DO TURISMO RELIGIOSO DE FÁTIMA, já se teria avançado há muito com esta abertura ao tráfego civil de MONTE REAL que bem merecia receber o nome de AEROPORTO NOSSA SENHORA DE FÁTIMA. Julgo que nenhum português, independentemente do seu credo, estaria contra esta designação. Porque FÁTIMA é, iniludivelmente, um FORTÍSSIMO EMBLEMA DO TURISMO RELIGIOSO PORTUGUÊS. Ninguém o negará – creio. A utilização desta designação não se trata de nenhum pecadilho ou ousado aproveitamento de um MARKETEER. É a correta adequação à realidade. E temos de trabalhar sobre a realidade procurando (então sim e a partir daí) conquistar a UTOPIA. COIMBRA, TREZENTOS MIL HABITANTES, AEROPORTO NOSSA SENHORA DE FÁTIMA em MONTE REAL. Mais centralidade, mais polaridade de Coimbra para através do assumir do seu efetivo estatuto de capital da região Centro dinamizar-se e dinamizar as benquistas cidades vizinhas da Região CENTRO/Região das BEIRAS. Tenho admirado e continuo a admirar muitos políticos da nossa Região, respeito-os porque julgo que têm feito o seu melhor apesar das adversidades e contrariedades da centralizante Lisboa. Todos os partidos, sem exceção, têm lutado pela cidade de Coimbra e região, mas há, pontualmente, inesperadas OBSTACULIZAÇÕES. Peço-lhes, Senhores Políticos de TODAS AS ÁREAS, por favor, mais um ínfimo esforço para DAREM AS MÃOS e connosco, residentes entre Vouga e Tejo, avançarmos rumo ao PROGRESSO que tem de partir de Coimbra e da nossa região Centro para o país. Por isso, repito, vou basear-me no recente e lúdico discurso de ANTÓNIO COSTA, PRIMEIRO-MINISTRO, e aproveitar a onda para sugerir:

  1. DR. ANTÓNIO COSTA: TEMOS DE GANHAR AO PORTO E (também) A LISBOA.

TEM QUE SER E SEI QUE VAMOS CONSEGUIR. Com METRO MONDEGO, com a REPOSIÇÃO das LINHAS FERROVIÁRIAS DA LOUSÃ e DA PAMPILHOSA/FIGUEIRA, com a AUTOESTRADA COIMBRA/VISEU, com MAIS APOIO AO PORTO DA FIGUEIRA DA FOZ para RECEBER MAIS NAVIOS, com UMA VIA FÉRREA RENOVADA ENTRE FIGUEIRA E VILAR FORMOSO (LINHA DA BEIRA ALTA), com maior aposta num TURISMO (e turistas) a estarem por aqui alguns dias e não só de passagem e com A VIA RÁPIDA ou AUTOESTRADA COIMBRA/FIGUEIRA PELA MARGEM ESQUERDA DO MONDEGO a ser concluída e a não morrer em Arzila.

 TEMOS DE GANHAR AO PORTO E TAMBÉM A LISBOA, SR. PRESIDENTE – fazendo nossas algumas palavras de António Costa.

Sansão Coelho