Montemor: Festival do Arroz e da Lampreia apresenta-se mais forte e dinâmico

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O Festival do Arroz e da Lampreia – Sabores do Campo e do Rio de Montemor-o-Velho vai apresentar-se, este ano, com mais espaço e um maior dinamismo. Absolutamente consolidado, o evento decorre de 17 a 26 de março e, durante 10 dias, aposta na promoção dos produtos endógenos e tradicionais do concelho, ao mesmo tempo que promove uma verdadeira “viagem” pelos deliciosos sabores da gastronomia da região.

O genuíno arroz carolino do Baixo Mondego e a famosa lampreia servem de mote a mais uma edição do Festival do Arroz e da Lampreia de Montemor-o-Velho, evento que aposta na promoção dos sabores do campo e do rio. Durante 10 dias, de 17 a 26 de março, o município volta a demonstrar que são muitos os motivos para se visitar Montemor.

Durante a apresentação do evento, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, sublinhou a forte aposta que a autarquia tem vindo a fazer, nos últimos anos, na revitalização deste festival e não tem dúvidas de que este é hoje um evento “absolutamente consolidado”.

Para que o festival possa continuar a crescer e a afirmar-se, o município avançou com a constituição de uma comissão organizadora que, como explicou o autarca, aposta num novo modelo, constituído por uma equipa multidisciplinar liderada pelo vereador José Veríssimo. “Esta é uma equipa que é transversal a todos os serviços e que faz com que o festival surja já com algumas novidades”, sublinhou.

Uma das principais novidades prende-se com o aumento do espaço dedicado à restauração, de forma a evitar as filas de espera. Vão estar no festival quatro tasquinhas – Casa do Povo de Abrunheira, Casa do Povo de Arazede, Centro Beira Mondego e Grupo Folclórico da Ereira -, cujas cozinhas serão mudadas para uma tenda secundária, proporcionando assim melhores condições aos visitantes mas também aos elementos das respetivas tasquinhas.

É precisamente nas tasquinhas que se exultarão os sabores do campo e do rio. Emílio Torrão lembra que “o arroz carolino do Baixo Mondego é o melhor do mundo”, sendo missão do município “valorizar e afirmar os seus produtos endógenos”. Assim, a par com o arroz e com a lampreia, estarão também em destaque outros sabores e produtos característicos da região, como os hortícolas, o sável e a doçaria regional.

Sempre com a premissa de “Valorizar o que é nosso” e de potenciar a economia local, o festival conta ainda com outras atrações, como um espaço infantil (Morlândia), uma zona exclusiva de bares, uma mostra de artesanato do concelho que conta com 17 expositores, seis espaços dedicados à doçaria, postos de venda do arroz carolino produzido no Baixo Mondego e, ainda, um mercadinho de hortícolas.

Tal como tem sido habitual, o evento estende-se também a 17 restaurantes do concelho que aderem ao programa e que, até 31 de março, numa sólida parceria com a autarquia, vão disponibilizar ementas definidas, que apostem na valorização dos produtos associados ao festival.

Esta edição do Festival do Arroz e da Lampreia volta a apostar assim, como sublinha a autarquia, “na promoção de produtos autênticos, genuínos e enraizados na cultura de Montemor, apelando aos sentidos de quem nos visita e reforçando o enfoque na qualidade”. Emílio Torrão considera que este festival, que conta com um orçamento de cerca de 35 mil euros, é “um investimento na promoção dos produtos do concelho”, sendo intenção do município “continuar a trabalhar para fazer o melhor festival de todos”. Para tal, conta com a parceria da Turismo Centro de Portugal e com o apoio do tecido associativo, dos produtores e pescadores, da população, dos parceiros, dos patrocinadores e de todos os visitantes.

Atividades para todos

A par com a vertente expositiva e dedicada à gastronomia, o festival conta com um vasto programa, que inclui debates, atividades desportivas, eventos culturais e animação. De destacar a sessão de apresentação do Parque Agrícola de Arazede e do seminário “Alterações climáticas e implicações no futuro da agricultura em Montemor-o-Velho” (17 de março, às 17h00); uma exposição de máquinas agrícolas usadas na produção do arroz e de hortícolas; um espaço dedicado às plantas aromáticas; representações etnográficas; sessões de cozinha ao vivo; visitas guiadas; e espetáculos musicais.

Com entrada gratuita, o festival conta ainda com fraldário, acessos e lugares de estacionamento melhorados, multibanco, rede wi-fi, entre outras funcionalidades. Instalada no Largo da Feira, a tenda vai estar aberta todos os dias ao almoço e ao jantar.