Emoções, a cor da alma

//Emoções, a cor da alma

Cursei Medicina Tradicional Chinesa, na Escola de Pedro Choy. Foi interessante, trabalhoso e caro, mas não me arrependo. Entre muitas noções que observei, aprendi, ficaram alguns conceitos básicos, em que se fundamenta a Acupuntura. A sua existência move-se entre duas forças opostas. Complementares, ditas Yin e Yang.

Entre os diferentes componentes do corpo humano, existe o QI= Energia, circulando em canais, os meridianos. O acupuntor tenta estabelecer o equilíbrio entre o meio externo – a natureza, – e o meio interno – o organismo, – regulando harmonicamente a deficiência ou excesso do fluxo energético, por meio de agulhas. O desequilíbrio energético é a causa da doença.

Não se pode ignorar esta realidade. Nem esta, nem muito menos as nossas emoções.

A vida não é só trabalho. Dinheiro. Matéria. Há também o espírito. As emoções são a base do espírito! São a prioridade das prioridades da nossa vida. Não se pode ignorar o que sentimos. Antes, temos de o respeitar. Não há desajustes. Nem inoportunidades das nossas emoções. Quem não chora, não pode rir. Nem sonhar. Ter como coisa sagrada as emoções determinantes, torna possível o ajuste do caminho.

Alguém que sente um desgosto, mas não deixa fluir. Afoga em compras. Festas e outras alucinações. Não admite a sua dor, porque custa. Não faz o luto. Não chora, porque é forte (os homens machões, numa postura assassina. Errada, nunca podem chorar… Cuidado!!!…)

Alguém ingénua e imaturamente, deseja ardentemente que a vida seja um mar de rosas, desconhecendo ou não querendo admitir, que na existência tudo é dual. Há sempre o lado bom e o reverso da medalha…Quem ainda não percebeu isto, está fora do contexto existencial. Tem muitas deceções. Sofrimento. Lições para aprender. Necessita trabalhar para reinventar um novo eu, com a máxima urgência.

Quem não experimenta a dor, dificilmente se apaixona pela alegria inebriante.

Para quem não se emociona, a vida não tem significado. É o sentimento que dá cor às nossas vidas!

Só percecionando o valor dos mínimos factos – dolorosos ou felizes – se pode dar sentido ao que somos. Realizamos.

Depois desta atitude, saber que as emoções livres. Desbloqueadas. Transparente são a saúde, como vimos ser a realidade na acupuntura, dá muita paz.

É bom saber que as emoções fluindo. Circulando livremente, através do sistema energético, produzem a alegria de viver, por vezes tão esquiva. Arredia, da vida de tanta gente queixinhas. Aborrecidinha e sobretudo infeliz para ela mesma. Para quem a cruza ou rodeia.

A mudança não cai do céu. Tem que se investir. Trabalhar. Sentir. Buscar sem cessar, processos renovados. Insistir na gratidão, pois nada merecemos. Temos tanto e sempre insatisfeitos, porque ingratos. É preciso construir novos mundos, em cada gesto. Pensamento. Interação!

Tem que ser. Se nos magoam, perceber, o que é que isso nos ensinou. Perceber o significado da perda. Da doença. Não adianta chorar sobre o leite derramado. O caminho é para a frente!

Não repetir o erro. Corrigir. Compensar o mal que fizemos, se isso for possível. Aprender a amar o que se faz. O que se tem. Recomeçar sempre em cada segundo, em que se está vivo. Saber que o despertar pode acontecer de repente. “Cada minuto é mágico. Não pode ser desperdiçado”. Que ninguém é perfeito. Fazemos o melhor que podemos. Ninguém é culpado da nossa infelicidade. Cada um constrói o mundo que apresenta, pois a atitude é construtora. (Estude as maravilhas da Física Quântica e perceberá o que hoje lhes digo.)

Deixo lhe a propósito das emoções, algo que li algures:

Quem sente, sonha.

Quem sonha, vive.

Quem vive, aprende.

Quem aprende, evolui.”

Quem evolui, chega mais perto de Deus!

Lucinda Ferreira