CIM e IEFP unidos no combate ao desemprego

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A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) assinaram, anteontem, um protocolo de colaboração com vista ao combate ao desemprego e à promoção do empreendedorismo.

Durante a assinatura do acordo, o delegado regional do Centro do IEFP, António Alberto Costa, sublinhou que tanto o IEFP, como a CIM e as próprias autarquias têm duas grandes preocupações comuns, que passam pela “promoção do emprego e combate ao desemprego” e pela “capacidade de atração de investimento e fixação das pessoas”.

Considera que estas são “preocupações centrais em todo o país e também aqui na região Centro”, apesar do número de desempregados ter vindo a diminuir. De acordo com os dados que divulgou, estão atualmente inscritos 14.900 desempregados nas unidades do IEFP do Centro, que engloba os institutos de Coimbra, Figueira da Foz e Pinhal Interior, mas em 2015 este número rondava os 20.000. “Os números indicam uma tendência de diminuição mas ainda são muitas as pessoas que estão à procura de uma oportunidade de trabalho”, explicou.

O presidente da CIM, João Ataíde, considera que com este protocolo se está a criar “uma política pro-ativa de geração e criação de emprego” e espera que, com o conhecimento e competências de ambas as entidades, seja possível “combater o desemprego de longa duração”, procurando “estimular os desempregados a criar o seu próprio negócio”. Sublinhou que hoje “o desempregado tem que ter uma formação específica”, daí que seja importante “motivá-los para a necessidade da formação” ou mesmo nesse sentido de “lançarem a sua própria atividade económica”.

Otimista em relação ao protocolo, espera que “apoie os desempregados de longa duração”, bem como os jovens que aguardam por uma oportunidade a nível profissional.

Este protocolo surge, assim, do “reconhecimento por ambas as partes da importância de uma participação conjunta e partilhada enquanto estratégia integrada com potencial para o desenvolvimento e consolidação de mecanismos de apoio à promoção do espírito empresarial e do empreendedorismo, qualificado e criativo, que permitam desenvolver e consolidar ideias e promover o acesso a redes e parceiros”. Visa também “fomentar a emergência do espírito empreendedor dos desempregados e jovens à procura do primeiro emprego, candidatos à criação do próprio emprego”.