ESPERANÇA

//ESPERANÇA

O último domingo foi marcado pelas eleições autárquicas e resultados favoráveis ao PS. Na continuação de executivos municipais da mesma cor no eixo COIMBRA-MONTEMOR-FIGUEIRA é inadiável completar a obra, já lançada, da nova ponte a ligar, pela margem esquerda, os concelhos de Coimbra (Arzila) e de Montemor (Vila de Pereira). Mais: é uma obra fundamental a ligação, pela MARGEM ESQUERDA, em via rápida e na distância mais curta, entre Coimbra e Figueira, sendo igualmente necessário executar o celebérrimo Nó Rodoviário de Montemor. A partir daí a ligação passará, então, a ser feita na margem direita com a utilização, como já acontece, da A14. Esta é uma obra imprescindível tal como a ligação em autoestrada entre Coimbra e Viseu. Não se compreende a dificuldade para ultrapassar a defesa do Paul de Arzila. Muito menos se compreende o ar terceiro-mundista da utilização (oportuna e muitas vezes necessária) das estradas agrícolas do Baixo Mondego pelos automobilistas. E isto acontece pela excessiva semaforização ao longo da Estrada Nacional 111 que a transformou numa RUA entre duas Cidades com circulação a passo de caracol. A situação reflete novos problemas com o aumento do tráfego nestas vias rurais e ainda com a circulação, nestas vias agrícolas, de viaturas pesadas algumas de transporte de passageiros. Há muitos anos que as populações pedem uma solução. Esta zona do BAIXO MONDEGO ou EIXO DO BAIXO MONDEGO (COIMBRA-MONTEMOR-FIGUEIRA) espera que os executivos municipais, agora reeleitos e em sintonia, possam contribuir para o reforço da agricultura e da componente agroindustrial neste eixo bem como a dinamização deste território pujante de potencialidades. A bordejar este EIXO os concelhos que o definem precisam de apostar fortemente na criação de emprego, na re-industrialização, no investimento e alargamento dos Parques Industriais aqui existentes; sem esquecer o contributo já indispensável das Novas Tecnologias e desta Sociedade do Conhecimento que nos envolve. Do belíssimo verde dos Campos do Mondego irradia a ESPERANÇA. Esta esperança (e em termos políticos vamos dizer abrangência política de todos os autarcas das diversas cores) terá de ir até, por exemplo, aos concelhos de Soure, Cantanhede, Condeixa, Lousã, Miranda. SOURE precisa da interligação com estes municípios porque nem sempre lhe atribuíram o justo e merecido valor. O atual chefe do executivo sourense também foi reeleito e tem trabalho realizado a merecer aplausos, mas é importante que os concelhos vizinhos lhe deem a mão…e não só uma ligação/saída para a A1. Soure é estratégico também ao nível da ferrovia com a ESTAÇÃO/ENTRONCAMENTO de ALFARELOS/GRANJA DO ULMEIRO (que serve passageiros da Figueira para Lisboa e Porto) a merecer um outro olhar de apoio e de revitalização não esquecendo uma nova e ampla zona de estacionamento. Também são precisas mais ligações urbanas ferroviárias rápidas (e quase sem paragens) entre Figueira e Coimbra. Um comboio rápido entre estas cidades não pode demorar mais de trinta e cinco ou quarenta minutos. Outra questão a que sou sensível e é a minha opinião: A LINHA DA LOUSÃ não pode receber autocarros. É preciso eletrificar a Linha e meter o comboio de novo nos carris com ligação às linhas do Norte e da Beira Alta, refazendo alguns estreitamentos que tinham sido feitos para o metro. Ponto final. Não pense nos autocarros. Há o transporte de mercadorias e comboios com vagões para transportar por exemplo madeira para o Porto da Figueira e a Linha da Lousã precisa de entroncar em Coimbra B. Não podemos aceitar o Serviço de Autocarros que subitamente e em comum os autarcas da zona vieram subscrever depois de só quererem o comboio. Dento da cidade na Baixa a solução é simplíssima com gradeamento protetor da passagem de comboios na Baixa como acontece em Lisboa e Porto e noutras grandes cidades, até porque já há três pontes em Coimbra e não só a velha ponte de Santa Clara/Portagem. Tenham coragem de assumir o que é fundamental. Contem comigo se puder ser útil a expressar o meu ponto de vista ou a colaborar no projeto e mudem a administração do Metro Mondego que só tem sido, alegadamente, um sorvedouro de dinheiro em estudos. Não se pode brincar com populações mais desfavorecidas. A dignidade tem limites. A solidariedade não é palavra vã para o Partido Socialista.

JORNAL DE COIMBRA”, EVOCAÇÃO E… BICICLETAS

No passado sábado, no mundializado em fama Restaurante CANTINHO DOS REIS, em Coimbra, no remoçado Terreiro da Erva, reuniram em evocação festiva diversas gerações de colaboradores do antigo JORNAL DE COIMBRA. Sob a batuta de JORGE CASTILHO o JORNAL DE COIMBRA lançou, ao longo dos anos em que se publicou, um grupo notável de jovens jornalistas alguns dos quais começam a revelar algum discreto cabelo branco… mas de um modo geral são jovens e já consagrados: uma honra para a publicação que deixou muitas saudades. Foi bonito (re)ver esta camaradagem ao nível da Imprensa ou da Comunicação Social porque também houve tempo para recordar o projeto da Rádio que esteve ligada à TSF em Coimbra, tal como ao Jornal de Coimbra: RÁDIO JORNAL DO CENTRO. A paisagem mediática está perturbada em Coimbra e no país e no mundo por algumas nuvens cinzentas, mas este convívio permitiu confirmar que houve e há muita MALTA a fazer jornalismo por PAIXÃO… e a paixão supera as CRISES. Um abraço a todos e em especial ao “Diretor” JORGE CASTILHO. Aliás, este convívio permitiu ainda ficarmos a saber que o jornalista PEDRO RIBEIRO da RTP/Coimbra/Antena 1 está interessado em comprar uma bicicleta para se deslocar na cidade em passeio ou até mesmo em reportagem. Este interesse é observado na foto que publicamos na qual o fotojornalista CAJÓ mostra ao Pedro a sua bicicleta que dispõe de cestos de vime do Ameal para o transporte de material de reportagem… Numa altura em que o gasóleo subiu de preço será uma boa opção esta que o Pedro Ribeiro pretende tomar. Na ocasião (os jornalistas tratam a ironia por tu) houve comentários enunciando que o Pedro Ribeiro vai optar pelas deslocações em bicicleta para o caso de ter de fugir célere da moderação de debates em que os participantes façam faísca… o que foi prontamente desmentido pelo visado!

ESTE SÁBADO, TODA A COIMBRA NA CAMINHADA CONTRA O CANCRO

Amanhã, a partir das duas e meia da tarde na Praça da República, vai ser “PROIBIDO” faltar à CAMINHADA PEQUENOS PASSOS, GRANDES GESTOS (Caminhada Contra o Cancro da Mama em Oitava Edição) uma organização do Movimento Vencer e Viver do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro. É uma jornada de alerta, sensibilização e esclarecimento. O cancro é tramado, lixa-nos, mas se lutarmos contra ele e a favor da prevenção primária e diagnóstico precoce podemos vencer. E em conjunto ainda é melhor: que ninguém falte, amanhã à tarde, a esta caminhada da SOCIEDADE COIMBRÃ entre a Praça da República e o Parque Verde do Mondego. Somos a Cidade da Saúde. Em todos os aspetos. Também na capacidade de estarmos informados e participarmos em ações deste teor. E ficaremos também a torcer pelos Profissionais da Saúde e INVESTIGADORES para que nos ajudem a responder e a vencer estes ataques torpes do Cancro ao encontrarem soluções. É urgente. Temos que conseguir. E não esqueçam que outubro é o mês Internacional de Prevenção do Cancro da Mama.

UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA

No próximo dia 12, às 18 horas, na CASA MUNICIPAL DA CULTURA DE COIMBRA vai ser apresentado pelo emérito Professor Doutor CARLOS FIOLHAIS o livro A UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA, DISCURSO PRONUNCIADO NA SESSÃO INAUGURAL de A. Quintanilha. É uma iniciativa imperdível e conjunta da Lema-Origem Editora e da Pró Associação 8 de Maio com a colaboração da União das Freguesias de Coimbra. A entrada é gratuita. Anote, por favor, caro Leitor, na sua agenda, esta data e… não falte.

SANSÃO COELHO (sansaocoelho@sapo.pt)