EDP Distribuição: Operacionais de todo país envolvidos na recuperação da rede elétrica

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A EDP Distribuição considera que a recuperação da rede elétrica, após os trágicos incêndios de 15 e 16 de outubro, foi “feita num tempo recorde”, graças a “uma operação de grande monta” que reuniu, nesta vasta região “equipamentos e operacionais de todo o país”. O presidente do Conselho de Administração da empresa elétrica, João Torres, reuniu, na quarta feira, com as equipas da Guarda, Viseu e Coimbra onde quis, precisamente, dar conta da dedicação de todos e agradecer pessoalmente às equipas da EDP e de todas as empresas que com ela colaboram o “trabalho de recuperação da rede elétrica que fizeram na sequência dos incêndios”.

João Torres considera que foi “um trabalho notável, com particular incidência na área operacional de Coimbra”, que foi a mais atingida. Apesar das “condições muito exigentes”, quer a nível de trabalho mas também do ponto de vista emocional, já que muitos dos operacionais tiveram também as suas habitações em risco, a EDP Distribuição esteve presente “desde o primeiro momento” e conseguiu repor o normal funcionamento num tempo que o presidente considera “absolutamente excecional”.

De acordo com João Torres, os incêndios afetaram “cerca de 120 quilómetros de baixa tensão, que tiveram que ser substituídos nesta região”, abrangendo também “algumas franjas da Guarda”. Foram também recuperados 20 Postos de Transformação e substituídos e reparados cerca de 40 quilómetros de rede de média tensão. Para tal, a EDP teve no terreno perto de 800 operacionais, 150 viaturas e 30 geradores de emergência, que iam sendo deslocalizados na medida das necessidades.

Reunimos nestas zonas equipamentos e operacionais de todo o país. Houve uma forte mobilização”, sublinha João Torres, agradecendo também a compreensão da população e a parceria dos presidentes de Câmara e das Juntas de Freguesia atingidas que, num trabalho de grande proximidade, ajudaram na sinalização dos problemas.

Sentido público é uma marca da EDP. Só parar quando se consegue a última casa, quando estiver tudo resolvido”, frisa.

Relativamente à questão da proteção dos cabos elétricos, o presidente da EDP Distribuição deu conta do “grande investimento” que está a ser feito, realçando ainda que a empresa “é a principal entidade interessada em que as linhas estejam protegidas”. Para tal, a EDP Distribuição têm permanentemente equipas no terreno que fazem esse trabalho de limpeza das faixas nos “26 mil quilómetros de linhas aéreas que atravessam as florestas portuguesas”.

A possível definição de faixas de proteção para lá dos 15 metros que estão definidos, de forma a evitar riscos de incêndios, é um trabalho que, como sublinha, tem que envolver a empresa mas também os proprietários, os municípios e os planos municipais.