Citemor vai unir Montemor, Coimbra e Figueira da Foz

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O Citemor – Festival de Montemor-o-Velho vai decorrer, de 17 de novembro a 9 de dezembro, entre Montemor-o-Velho, Coimbra e Figueira da Foz. O programa tem por base oito propostas performativas e é composto por dez espetáculos e uma instalação vídeo.

Realizado habitualmente no verão, este evento, que vai já na sua 39.ª edição, decorre pela primeira vez no outono, fruto da necessidade de adequar o calendário aos programas de apoio da Direção Geral das Artes.

Para esta edição, o Citemor convocou criadores com uma relação já estabelecida com o festival, como Elena Córdoba, Tiago Cadete, David Marques, bem como artistas com percursos relevantes que tem vindo a acompanhar, onde se incluem Rui Catalão, Miguel Bonneville e Dinis Machado. Lígia Soares, Edurne Rubio e Bruno Humberto integram, pela primeira vez, este programa, que conta ainda com as criações audiovisuais finalistas do Loops.Lisboa (Tiago Rosa-Rosso Carvalhas, Patrícia Almeida, Pedro Vaz) e os concertos de Lavoisier e First Breath After Coma, que marcam a abertura e o encerramento do festival. O contacto com a criação artística proveniente de Espanha, uma referência do Citemor, é protagonizado pela apresentação do novo trabalho de Elena Córdoba e pela estreia nacional de Edurne Rubio.

A organização recorda que o mês de agosto foi dedicado às residências artísticas, uma das marcas do festival, de Miguel Bonneville e de David Marques com Tiago Cadete, em Montemor-o-Velho. Durante este mês decorre a residência e laboratório de Rui Catalão em Coimbra, um projeto aberto à participação da comunidade, e de Elena Córdoba, para encerrar o seu processo de criação e estrear na Figueira da Foz.

O festival reinventa-se com os recursos possíveis, afirma a sua vitalidade e capacidade de renovação, adaptando-se constantemente às circunstâncias e respondendo a novos desafios, mantendo-se fiel às suas orientações programáticas”, explicam os promotores, sublinhando ainda que “a participação do Citemor na produção de novas obras, acolhendo os processos de criação e participando nas coproduções, é um contributo para um reportório contemporâneo e para tornar Montemor-o-Velho, por excelência, um lugar propício à criação”.

Ao apresentar um programa artístico partilhado pelos três concelhos, que têm em comum o curso do Rio Mondego, o Citemor liga todo um território com um evento que foi pioneiro no país na conjugação das práticas artísticas contemporâneas com o património edificado e paisagístico, propondo também a sua articulação com diversos setores da atividade económica, nomeadamente o turismo.

Todo o programa do festival está disponível em www.citemor.com/downloads.