Obras de 35 artistas espalham-se por vários espaços de Coimbra

/, Coimbra/Obras de 35 artistas espalham-se por vários espaços de Coimbra

Obras de 35 artistas vão ocupar vários espaços patrimoniais de Coimbra, convidando a refletir sobre “um mundo que reclama sistematicamente ser sarado das feridas que permanentemente abre”. Com o tema “Curar e Reparar”, a segunda edição da bienal Anozero abre amanhã (11 de novembro) e, até 30 de dezembro, propõe um diálogo entre a arte contemporânea e o património secular.

Produzida pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra e coorganizada com a Câmara Municipal e Universidade de Coimbra, a bienal conta com um amplo programa que vai decorrer de terça feira a domingo, das 10h00 às 18h00, e que tem entrada livre nos diversos espaços expositivos.

Dando especial relevância ao património classificado pela UNESCO, Coimbra – Universidade, Alta e Sofia, a bienal “tenta pensar nas questões que se dirigem à máquina avariada do mundo, à fragilidade do corpo, à incerteza da economia, à necessidade de permanente compensação”. Com curadoria de Delfim Sardo e Luiza Teixeira de Freitas, “Curar e Reparar” foi pensada como uma única exposição, com várias estações ou capítulos, num percurso que atravessa a zona histórica da cidade e o Mondego, até Santa Clara.

Conta com a participação de 35 artistas, 16 nacionais e 19 estrangeiros, em representação de todos os continentes e com propostas muito distintas, assentes em diversos media e suportes artísticos. De acordo com os promotores, “as obras apresentadas têm em comum o corresponderem à expressão de múltiplos entendimentos (sociais, pessoais, ambientais, arquitetónicos) sobre a nossa relação com o mundo e, também, com o outro”.

Houve a preocupação de estender este evento a vários palcos da cidade, como a Alta Universitária, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, o Convento São Francisco, a Sala da Cidade, o Museu da Ciência, o Colégio das Artes, o CAPC Sereia e o CAPC Sede, entre outros.

Além da proposta central da curadoria, ao longo das setes semanas a bienal terá a colaboração do projetoLinhas, na programação de teatro e música, e acolherá ainda um largo conjunto de outras atividades, como conferências, cinema, encontros, lançamento de livros, entre outros.

O programa está integrado no projeto “Lugares Património Mundial do Centro”, promovido pela Turismo Centro de Portugal, e é cofinanciado pela União Europeia através do programa Centro 2020.