“Biblio_e_cidadani@” leva cultura e afetos às freguesias de Penacova

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O serviço “Biblio_e_cidadani@” circula, há cerca de três meses, pelas freguesias do concelho de Penacova, levando cultura e serviços mas transportando também afetos às pessoas que estão mais isoladas.

Implementado em 5 de outubro de 2017, o “Biblio_e_cidani@” é um serviço de aproximação ao munícipe que tem como objetivo levar os serviços do Balcão Único de Atendimento aos cidadãos e divulgar o livro e a leitura, tendo também “uma dimensão de apoio social de combate à solidão e ao isolamento”.

Escutar, ouvir, conversar, contar são palavras que todos os dias os técnicos da Biblioteca Municipal de Penacova, afetos a este serviço, relatam após o seu dia de trabalho. Num concelho bastante assolado pelo trágico incêndio de outubro, este serviço, durante duas semanas, interrompeu os seus itinerários e levou bens primários a quem mais necessitou”, explica a autarquia.

Trata-se de um projeto itinerante de proximidade, que se desloca por 101 localidades, de oito freguesias do concelho de Penacova. Todos os dias calcorreia por terras e gentes diferente, transportando livros, revistas, cd´s e dvd´s. Abrange também quatro escolas primárias (Aveleira, Lorvão, Figueira de Lorvão e Seixo) e quatro jardins-de infância (Aveleira, S. Mamede, Miro e Sazes do Lorvão), bem como Instituições Particulares de Solidariedade Social, divididos por 16 itinerários.

De acordo com Sandra Ralha, vereadora do Município de Penacova, “os percursos estão a ser moldados de acordo com a realidade quotidiana até podermos consolidar uma rota bem abrangente e que sirva os melhores interesses das pessoas a quem se destina o serviço”.

Com o “Biblio_e_cidadani@”, a Câmara pretende “esbater desigualdades de acesso ao livro e à leitura, fruto do isolamento social e geográfico de algumas populações”.

Hoje, e com certeza no futuro, este serviço irá continuar o seu importante papel de aproximação e disponibilização de recursos bibliográficos, humanos e sentimentais, indo ao encontro dos seus utilizadores, visitantes e amigos. Esta busca incessante de novos utilizadores fora das ameias, por vezes demasiado altas das bibliotecas comuns, são um desafio cada vez maior, numa sociedade em constante movimento e com utilizadores cada vez mais voláteis”, refere a autarquia.

De acordo com Sandra Ralha, nestes três meses “foram criados cerca de 70 novos utilizadores e emprestados mais de cento e cinquenta documentos”. Foram ainda disponibilizados “baús de leitura e as escolas podem assistir ao conto do mês”. Para além da promoção do livro e da leitura e do livre acesso à informação, este serviço “visa uma importante nuance de combate à solidão e ao isolamento” já que, através do contacto com as pessoas, verdadeiras “enciclopédias vivas”, é possível recolher as suas memórias, para que não se desvaneçam e para que constem no Arquivo de Património Cultural Imaterial.