CONDEIXA COM MUITO TEATRO E… DENIZ-JACINTO

//CONDEIXA COM MUITO TEATRO E… DENIZ-JACINTO

Começo hoje por dar um abraço a CONDEIXA por continuar a realizar um Festival que é uma homenagem a uma figura cimeira do teatro português: DENIZ JACINTO. Autor, ator, encenador, tradutor, crítico, personalidade relevante da cultura portuguesa, matemático e engenheiro geográfico de formação, dedicou-se com paixão ao teatro. Foi presidente da Associação Académica de Coimbra, do Orfeon, esteve na fundação do TEUC (Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra onde se destacou como “Diabo”), esteve ligado a diversas publicações e foi durante algum tempo diretor do jornal Diário de Coimbra. Natural de Condeixa onde nasceu em 8 de janeiro de 1915 a edilidade daquele concelho, no ano do centenário do nascimento de Manuel DENIZ-JACINTO, arrancou com este Festival e Prémio em memória de um dos seus mais ilustres filhos. Antifascista sofreu o ódio da PIDE e esteve alguns anos preso. Conviveu com a intelectualidade de Coimbra e do Porto desenvolvendo nesta cidade componentes pedagógicas e docentes. Mário Soares, como presidente da República, condecorou em 1988 este autor de “TEATRO”, publicação em três volumes, pela “notável atividade em prol da divulgação e expansão do teatro em Portugal bem como da intervenção cívica em defesa da democracia”. DENIZ-JACINTO veio a falecer em Coimbra, por doença, em 8 janeiro de 1998. Coimbra, Condeixa, Portugal, a República não esquecerão esta figura incontornável do Teatro Português. E Condeixa, até 24 do próximo mês, apresentar-se-á transbordante de teatro na vila a preços simpáticos para todos os escalões etários e com a participação de diversos grupos. Das colunas deste centenário jornal O DESPERTAR fica a sugestão para que a Vida e Obra de Manuel Deniz-Jacinto sejam estudadas de forma mais desenvolvida.

A FAMÍLIA “INCLUSIVA” MIRANDENSE

Recuo rapidamente a dezembro último e reconforto-me na Casa das Artes em MIRANDA DO CORVO com na GALA dos 30 ANOS da FUNDAÇÃO AFDP de Miranda. O líder da Fundação, DR. JAIME RAMOS considerou-a uma festa de “família”. Esta Fundação é um paradigma da SOCIEDADE INCLUSIVA que todos desejamos. Diversos membros desta FAMÍLIA estiveram presentes, em concreto, fundadores, dirigentes, colaboradores com 25 e 30 anos de Casa, reformados, beneméritos. E não foram esquecidos os que já não estão entre nós fisicamente, mas que ficarão para sempre ligados a esta Obra grandiosa. E a família é a célula-base da SOCIEDADE. JAIME RAMOS desbravou e apontou novos caminhos de uma quarta ou quinta geração, itinerários para vanguardas desta desejada SOCIEDADE INCLUSIVA. As palavras do mentor de uma obra colossal sedeada em Miranda (e já a estender-se a outros pontos do país) são legendas do que foi feito: “Somos uma instituição que olha para as pessoas, não para as suas incapacidades para as estigmatizar, mas descobrindo os seus talentos, para AS LIBERTAR E PERMITIR O ACESSO À DIGNIDADE”. Obrigado e PARABÉNS, DR. JAIME RAMOS. Na ocasião não foi esquecido o contributo dado à Obra e a AMIZADE para com o Dr. JAIME RAMOS do saudoso antigo Diretor deste jornal, DR. FAUSTO CORREIA. Com a descrição e sensibilidade habituais sua Esposa, DR.ª MARIA DE LURDES CORREIA, esteve presente a evocar o Marido. O DESPERTAR regista afetivamente o facto… com Miranda por cenário.

Ai BAIXA, BAIXA!

Esta BAIXA de Coimbra da qual tanto gostamos e muitos procuram defender causa-nos algumas preocupações. Ao que sabemos mais uma loja-âncora deixará a Baixa. Perante esta perspetiva, VÍTOR MARQUES lança um alerta receando que a zona venha a ser quase de monocomércio e, entretanto, a Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, à qual preside com denodo, procura sondar o que motiva estabelecimentos de referência estarem a deixar esta zona nobre da nossa cidade. Otimista, Vítor Marques acredita que o centro histórico de Coimbra será cada vez mais atrativo e o seu colega de direção José Madeira lembra o êxito dos recentes festejos natalícios e de FIM-DE-ANO, este com milhares de pessoas na Baixa. Perante este questionar recordo um dos mais antigos comerciantes da Baixa que há três ou quatro anos nos referia que esta zona e o seu comércio perderam público quando a calçada (Rua Ferreira Borges e Visconde da Luz) deixou de estar aberta ao trânsito automóvel. Pessoalmente parece-me ter sido uma conquista parcial encerrar ao tráfego automóvel estas duas artérias. No entanto não sou fundamentalista e ouso perguntar: é esse o principal problema a par de questões ligadas ao estacionamento automóvel? Se estes dois aspetos tiverem de ser reequacionados vamos reequacionar? Anoto ainda o quanto seria importante voltar a permitir também a circulação de comboios na Baixa da Cidade (retomando-se a circulação de comboios no Ramal Ferroviário da Lousã) com as devidas grades de Proteção como há em Lisboa em zona fortemente turística. Não tenho ideias-fixas e penso que a Cidade deve adequar-se aos superiores interesses dos seus cidadãos… mesmo quando é necessário fazer uma apenas aparente “MARCHA-ATRÁS”. O que nos dizem acerca disto VÍTOR MARQUES e a sua equipa? É um disparate? É algo a pensar? É boa ideia? É para experimentar?

SANSÃO COELHO (sansaocoelho@sapo.pt)