APBC quer perceber porque é que empresas âncora abandonam Baixa

/, Coimbra/APBC quer perceber porque é que empresas âncora abandonam Baixa

A Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC) quer perceber os motivos que levaram algumas lojas âncora a abandonar o centro histórico. Depois de feito o levantamento dos estabelecimentos encerrados nos últimos anos, a Agência vai agora averiguar as causas, de forma a delinear estratégias que possam ajudar a combater esta tendência.

Perante o fecho eminente da Mango, Vítor Marques, presidente da APBC, admitiu que está “preocupadíssimo” com a saída de mais uma loja de referência da Baixa, temendo também que esta área comercial a céu aberto se transforme em “mono-comércio”, onde os clientes só encontrem “dois ou três setores de atividade comercial”.

Consciente de que a diversidade é determinante para a maior atratividade deste território, defende que é importante que haja “um equilíbrio de diferentes ofertas”, assegurando assim “respostas complementares” que possam atrair mais pessoas à Baixa, proporcionando-lhes o acesso a um leque variado de respostas que os “convidem” a permanecer no centro da cidade e a aí fazerem as suas compras.

O presidente da APBC admite que podem ser muitos os motivos deste abandono – como estacionamento, rendas elevadas ou horários em vigor – mas garante também que, até haver informações concretas, não passam de meras suposições. “Temos que perceber porque é que lojas âncora saíram da Baixa de Coimbra e, a partir daí, delinear uma estratégia para atrair os comerciantes”, frisa.

Esta preocupação foi manifestada na segunda feira, na Praça do Comércio, durante o balanço das atividades de Natal e Fim de Ano, programa que culminou com o sorteio de quatro cabazes. Os vencedores – António Manuel Monteiro de Sousa, Inês Carvalho Matos, Ana Gonçalves e Fátima Oliveira – recebem cabazes recheados com produtos oferecidos pelas 65 lojas (mais 25 do que no ano anterior) que aderiram a este sorteio e que, no total, ofereceram 3.700 senhas de participação a todos os clientes (uma por cada 10 euros de compras).

Vítor Marques considera que a época festiva “correu bem”, tendo-se registado “uma boa afluência” às várias iniciativas que decorreram entre 25 de novembro e 6 de janeiro. Com este programa de animação, a APBC pretendeu “dinamizar o comércio, combater a sazonalidade e dar ânimo aos comerciantes”.

José Madeira, presidente da delegação Centro da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, congratulou-se também com o sucesso deste programa, dando especial destaque ao fim de ano, uma “noite histórica” em que as unidades hoteleiras da cidade registaram uma taxa de ocupação a rondar os 100 por cento e os restaurantes que estiveram de portas abertas uma “ocupação total”.

Depois desta quadra festiva, a APBC vai continuar a apostar em parcerias para dinamizar iniciativas que ajudem a impulsionar a Baixa. No dia 18 promove um Jantar Solidário a favor da Associação Nacional de Apoio ao Idoso (ANAI), evento que decorre na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra. Com um custo de 20 euros, este jantar é aberto a todos, estando já a decorrer o período de inscrição. Seguir-se-á, em abril, a Semana do Bacalhau, festival gastronómico que começa já a ter tradição nos restaurantes da Baixa.