Pastelaria Briosa renovada e ainda mais encantadora

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A Baixa de Coimbra conta agora com uma pastelaria mais “Briosa”, requintada e encantadora. Situada no Largo da Portagem, a Pastelaria Briosa reabriu ao público, no passado dia 8 de dezembro, completamente renovada, depois de três semanas encerrada para requalificação profunda.

Com um percurso longo e consolidado, fruto de cerca de 63 anos de trabalho e dedicação ao cliente e à “bela e formosa” Coimbra, a Pastelaria Briosa vê, assim, realizado um “sonho antigo”. Rosário Guerra, gerente deste estabelecimento, recorda que “esta remodelação era ambicionada há muito mas que só agora foi possível realizá-la”.

A espera valeu a pena e a Briosa apresenta-se hoje muito mais moderna, atrativa e sedutora. “Estava tudo já muito antiquado e sentíamos que Coimbra merecia uma casa diferente. Penso que temos agora uma pastelaria muito bonita, que se podia apresentar orgulhosamente em qualquer capital europeia ou em qualquer sítio do mundo”, realça, congratulando-se com a “reação maravilhosa e carinhosa” dos clientes, que “agradeceram imenso” esta intervenção e não se pouparam a elogios à nova casa.

Numa altura em que o turismo continua a crescer na cidade, Rosário Guerra entende que fazia todo o sentido avançar com “um projeto mais requintado e muito mais cosmopolita”, tendo o cuidado de preservar sempre a história desta pastelaria nascida em 1955 e o seu valioso património doceiro, onde se destacam, entre muitas outras doces iguarias, os doces conventuais, como o pastel de Santa Clara, a hóstia conventual, a galantine de frutas e a barriga de freira. “Estas são algumas das doces tentações que devemos manter sempre porque estão muito ligadas à nossa história, contando atrás delas histórias maravilhosas dos conventos, dos frutos proibidos, da sensualidade…”, realça.

A qualidade dos doces da Briosa tem sido amplamente reconhecida, com a conquista de muitos prémios em vários concursos nacionais, e continua a ser o principal “cartão de visita” da pastelaria, atraindo pessoas de todos os cantos do mundo.

Rosário Guerra não esconde a sua satisfação pelo grande fluxo turístico registado nos últimos anos. A classificação da Universidade de Coimbra – Alta e Sofia como Património da Humanidade poderá ter impulsionado esta melhoria mas, no seu entender, este aumento deve-se também ao “facto de o turismo ter crescido na cidade do Porto”, beneficiando Coimbra nos seus percursos em direção a Fátima e Lisboa. Lamenta, contudo, que em muitos casos Coimbra seja somente uma cidade de passagem, onde estão “apenas escassas horas”.

É fundamental fazer com que o turista pernoite na cidade. Essa é uma luta que temos de ganhar. Coimbra é uma cidade lindíssima, repleta de história, cheia de ‘estórias’ para contar e que, por vezes, ficam por partilhar porque o turista vem de passagem e está aqui umas meras horas. E não se consegue ter uma noção do que é Coimbra em poucas horas…”, lastima.

Os turistas espanhóis e brasileiros continuam a estar em maior número mas crescem também os orientais, numa altura em que, como realça Rosário Guerra, é possível encontrar em Coimbra visitantes dos “mais variados pontos do mundo”. Estes juntam-se aos clientes nacionais que estão agora também mais presentes, refletindo já “algumas melhorias na economia nacional”.

Coimbra tem que saber valorizar e tirar partido destes sinais positivos”, sublinha, dando conta que no caso da doçaria há todo um trabalho que tem vindo a ser feito no sentido de associar o Património da Humanidade a este legado doceiro que mãos hábeis têm mantido vivo geração após geração. Rosário Guerra lembra que, nesta área, esta é “uma das regiões mais ricas do país”, com “um potencial enorme para explorar” e que pode dar um importante contributo para uma maior projeção de Coimbra não só a nível nacional como mundial.