Poiares integra Plano Intermunicipal de Gestão de Risco

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O Município de Vila Nova de Poiares integra o Plano Intermunicipal de Gestão de Risco (PIGR), plano que foi apresentado na segunda feira, na reunião do executivo, pelo Comandante Operacional Municipal Luís Sousa, que deu a conhecer os principais vértices de ação deste plano de suporte à decisão elaborado no âmbito da CIM-Região de Coimbra.

O presidente da Câmara Municipal, João Miguel Henriques, destacou “o caráter inovador deste documento, na medida em que não versa apenas sobre a dimensão da emergência, mas vai mais além, proporcionando uma visão alargada, desde a prevenção, a emergência e também a fase de recuperação e reabilitação, extremamente importante no cenário pós-catástrofe”. No seu entender, o plano permite, ainda, através do uso de uma plataforma integrada, “a integração de dados para suporte da resposta em tempo real”.

Com o impacto dos últimos incêndios bem presente na memória de todos, o autarca sublinhou a importância e mais valia deste documento, “não só em matéria de fogos florestais, mas em todas as vertentes de catástrofes, desde os sismos, cheias e inundações, ou outros acidentes graves de origem natural ou humana”.

Na apresentação do documento, Luís Sousa explicou que se trata de um plano que configura, sobretudo, “um instrumento de planeamento e gestão que articula diferentes esferas de atuação em matéria de gestão do risco, numa lógica interdisciplinar, multinível e multissetorial”, que não visa substituir nenhum dos planos já existentes, mas fundamentalmente, complementar e atuar em articulação com os Planos (Distritais e Municipais) de Emergência e Proteção Civil.

Elaborado no âmbito da CIM-RC e enquadrado “nas ações a desenvolver no âmbito da implementação do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR), aprovado pela Comissão Europeia”, o PIGR pretende abordar um conjunto de ações a desenvolver que se integram na adaptação às alterações climáticas e na prevenção e gestão de riscos. Tem como objetivo final a promoção de investimentos para abordar riscos específicos, assegurar a capacidade de resistência às catástrofes e desenvolver sistemas de gestão de catástrofes.