Especialistas ajudam famílias a lidar com cancro infantil

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O Hospital Pediátrico de Coimbra acolhe amanhã (24 de fevereiro), a partir das 10h00, o 4.º Seminário de Oncologia Pediátrica. Promovido pela Fundação Rui Osório de Castro (FROC), este evento destina-se a pais, familiares e amigos das crianças e adolescentes com cancro, bem como a todos os interessados nesta temática.

Os principais especialistas na área do cancro infantil vão analisar temáticas relevantes como o papel dos pais durante o internamento, o regresso a casa e a sobrevivência. Entre os presentes, destaca-se a presença de Maria Karla Osório de Castro (presidente da Fundação), Margarida Cruz (diretora geral da Acreditar) e Fátima Heitor (diretora do Serviço de Oncologia do Hospital Pediátrico de Coimbra).

Realizado pela primeira vez fora de Lisboa, este é um evento de participação gratuita, embora sujeito a inscrição obrigatória, através do link https://goo.gl/forms/QPRjcDQRiIytSrCk1.

Todos os anos cerca de 400 crianças e jovens são diagnosticadas com cancro em Portugal. Pretendemos que o Seminário de Oncologia Pediátrica ofereça ferramentas úteis para as famílias que têm de lidar no dia a dia com esta realidade. Além do maravilhoso contributo dos profissionais da área vamos contar com a presença de sobreviventes de cancro infantil e familiares que irão partilhar os seus testemunhos e histórias”, explica Cristina Potier, diretora geral da FROC.

Com este seminário, a Fundação pretende trazer à discussão temas relacionados com a oncologia pediátrica. Assinalou também, na semana passada, o Dia Internacional da Criança com Cancro (15 de fevereiro) com uma mensagem positiva acerca do progresso a nível legislativo nesta área, em Portugal.

A FROC alertou que, apesar dos grandes progressos a nível do diagnóstico e tratamento, a doença oncológica continua a ser a primeira causa de morte não acidental na população infanto-juvenil. “Por representar apenas um por cento do total de casos registados da doença oncológica nacional, o cancro pediátrico é muitas vezes esquecido”, refere Cristina Potier, acrescentando, contudo, que “em 2017 notou-se uma preocupação acrescida com o tema, estando presente por diversas vezes nos debates da Assembleia da República, o que representa esperança para todos os que trabalham nesta área”.

Entre as medidas discutidas, destaca o Decreto-Lei 53/2017 que cria e regula o registo oncológico nacional, onde se inclui o pediátrico. No seu entender, a aplicação desta norma permite “obter dados atempados e com qualidade do que é a realidade da oncologia pediátrica em Portugal”.

Dá ainda conta da publicação de várias resoluções da Assembleia da República – 22 a 26/2018 – que resultam de recomendações ao governo para tomada de medidas regulamentares na área da oncologia pediátrica, que visam cuidados prestados na área e também, através de apoios diversos, facilitar esta fase da vida destas crianças e das suas famílias. “Acreditamos que este ano estas medidas vão ser colocadas em prática”, sublinha.