Convívio, música e feiras animam centro histórico de Coimbra

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A Baixa de Coimbra encheu-se de vida no sábado passado (24 de fevereiro). Num dia primaveril, que convidava famílias e amigos a sair de casa, o centro histórico apresentou aquele dinamismo que todos desejam para a cidade. Um convívio de antigos alunos da Escola de S. Bartolomeu, a Feira de Exposição e Mostra de Velharias, um baile a céu aberto e o Mercado no Café foram alguns dos eventos que animaram o dia, atraindo quem optou por passear na Baixa no sábado.

A Baixa de Coimbra registou, no sábado, grande movimento e animação. O dia soalheiro convidou as pessoas a saírem de casa e a desfrutarem do tempo primaveril e foram muitos os que elegeram a Baixa para um passeio em família ou com amigos.

E não faltaram atrações neste centro histórico. No restaurante Adega Paço do Conde reuniram-se cerca de 90 antigos alunos da Escola de S. Bartolomeu, num convívio promovido pelo empresário José Fernandes e que trouxe a Coimbra pessoas de todos os pontos do país. O programa começou na própria escola, com o reencontro dos amigos, visita ao estabelecimento e a habitual fotografia de grupo. O convívio continuou durante a tarde, à mesa, com os amigos a recordarem tempos de meninice e a partilharem histórias das suas vidas, num ambiente de grande amizade, confraternização e alegria.

Entre os muitos presentes destaque para Maria Isabel Ferreira, uma jovem que fez muito recentemente 91 anos e que não quis deixar de estar presente neste “encontro de amigos”. A “O Despertar” recordou uma vida longa e intensa, onde se dedicou “à natação, ao teatro e à Farmácia Luciano e Matos”. Com um brilho nos olhos e uma alegria contagiante, deixou claro que os anos têm o “peso” que lhe quisermos dar, sendo, acima de tudo, sinónimo de “história, vida e, também, sabedoria”. Dinâmica e ativa, disse “adorar estes convívios”, sentimento com certeza comum a este grupo de perto de uma centena de antigos alunos que todos os anos continua a regressar à cidade, à “sua” Baixa, para este reencontro e reviver de memórias.

Mostra de Velharias animou Praça do Comércio

Muito perto do Largo do Paço do Conde, na Praça do Comércio, reinava também a animação, com largas dezenas de pessoas a exporem os seus produtos na Feira de Exposição e Mostra de Velharias e muitas mais pessoas a apreciarem a diversidade.

Promovida pela Câmara de Coimbra, esta mostra animou o recinto durante todo o dia, ligando o passado e o presente, através de objetos carregados de memórias e histórias. Utensílios domésticos e decorativos, peças de joalharia e ourivesaria, livros, discos de vinil, selos postais e muitas outras “preciosidades” partilharam a praça, neste evento que conta já com 27 anos e que é uma referência no panorama nacional.

Com periodicidade mensal, esta feira realiza-se sempre ao sábado. De acordo com a autarquia, este ano a exposição vai regressar à Praça do Comércio a 24 de março, 28 de abril, 26 de maio, 23 de junho, 28 de julho, 25 de agosto, 22 de setembro, 27 de outubro, 24 de novembro e 22 de dezembro.

Baile na Rua Visconde da Luz

A animação estendeu-se também à Rua Ferreira Borges, junto ao Arco de Almedina, onde a Imperial Tuna Académica da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC) convidava as pessoas a dançar. As melodias ecoavam por toda a área e vários pares aceitaram o desafio, participando neste baile improvisado e a céu aberto, que transformou aquela via central da cidade num verdadeiro palco de dança, que fazia parar também quem, mais tímido para mostrar os seus dotes, ficava a apreciar os dançarinos e a desfrutar da alegre e ritmada música.

Estes “bailes” acontecem de forma esporádica na Baixa e são, como explicou Gonçalo Rocha, um dos mais de 20 elementos da tuna, uma forma de promover o grupo e “angariar alguma receita para comprar instrumentos e organizar outras atividades”. Este é também, como realçou, uma forma de interagir com o público e de animar o “coração” da cidade.

Artesanato urbano na Praça 8 de Maio

A animação estendeu-se, ainda, à Praça 8 de Maio, à esplanada do histórico Café Santa Cruz, onde decorreu mais uma edição do Mercado no Café. Vários expositores apresentaram os seus trabalhos, executados com os mais diversos materiais e formas de arte.

Realizado há vários anos, de forma esporádica, o Mercado no Café surgiu com o intuito de mostrar o trabalho de jovens artesãos, ao mesmo tempo que procura contribuir também para a dinamização da Baixa. “Trata-se de uma iniciativa inovadora, que junta um espaço mítico, intimamente ligado à história e cultura antigas da cidade, à criatividade de uma nova geração de artesãos nacionais”, explicam os criadores deste evento que querem contribuir também para ajudar a “inverter a tendência de abandono e degradação das zonas históricas da cidade, mostrando aos turistas e aos locais que a cultura e tradições nacionais podem continuar vivas e ser pensadas, interpretadas e recriadas pelas mãos de jovens inspiradores”.