Montemor apresenta amanhã projeto inovador ao ministro da Agricultura

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O ministro da Agricultura, Capoula dos Santos, vai conhecer amanhã (3 de março) o Plano Integrado em Espaço Rural (PIER) de Montemor-o-Velho. O representante do governo vai estar na Cooperativa Agrícola do Bebedouro, que comemora 50 anos, e depois do almoço vai visitar este projeto inovador que o Município está a implementar na Freguesia de Arazede.

O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, destacou, na segunda feira, durante a apresentação do Festival do Arroz e da Lampreia, o pioneirismo deste projeto que “visa produzir produtos hortícolas de elevadíssima qualidade num sítio excelente das Gândaras”.

Implantado numa área com 140 hectares, o PIER resulta de uma revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) e traduz-se, como explicou o autarca, em oito lotes de seis proprietários, lotes que reúnem parcelas que equivaliam antes a “cerca de 300 propriedades”.

Emílio Torrão adianta que “este projeto completamente inovador a nível nacional” vai ser agora apresentado pela primeira vez. Trata-se de um trabalho que vem já do anterior mandato, com cerca de três anos e meio, e que se encontra agora, como sublinhou, “na fase da legalização dos oito lotes em nome dos seis proprietários”.

Nestes 140 hectares serão produzidos apenas produtos hortícolas, prevendo-se que as plantações comecem já em setembro próximo. Para o presidente do Município este é “um projeto que não existe em parte nenhuma do país”, que surge em condições inovadoras, já que é “um emparcelamento dentro do PDM”. Com esta iniciativa, Montemor-o-Velho pretende “mostrar ao ministro que há muitas formas de resolver os problemas da agricultura no Norte e Centro do país”, assegurou o autarca.

José Veríssimo, vice-presidente do Município, explica que o ministro da Agricultura vai poder percorrer amanhã o caminho público de acesso aos lotes e recordou que este foi um processo difícil, uma vez que “as próprias entidades não sabiam como gerir um processo destes, pelo seu pioneirismo”. Elogia, contudo, a dedicação e empenho de todos os envolvidos, a começar, desde logo, pelos próprios proprietários, que compraram e venderam entre si os terrenos, não sendo assim a Câmara obrigada a expropriar qualquer terreno. Também Emílio Torrão ficou muito satisfeito com esta articulação entre proprietários, que beneficiou e facilitou todo o processo sem trazer qualquer encargo ao Município. A gestão dos oito lotes ficará a cargo dos seis proprietários.