Aldeias vão ter “oficial de segurança”

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As aldeias vão ter um “oficial de segurança” para transmitir avisos à população, organizar evacuações e realizar ações de sensibilização sobre incêndios no âmbito dos programas ‘Aldeia Segura’ e ‘Pessoas Seguras’, que foram apresentados na segunda feira, no concelho de Ansião.

O lugar de Vale Florido, na Freguesia do Alvorge, foi o palco escolhido para o lançamento deste programa, que visa prevenir e diminuir os efeitos dos incêndios, e para a celebração deste protocolo, assinado pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

Vale Florido é a “aldeia piloto” deste projeto, tendo sido alvo da implementação das primeiras medidas de autoproteção coletivas previstas no programa, dotando a aldeia de placas de sinalização de um “oficial de segurança”, de uma mala de emergência e de um código de procedimentos em emergência que se irá repercutir em cerca de 6000 lugares de risco identificados em parceria pelo Ministério da Administração Interna, municípios e seus Gabinetes Técnicos Florestais.

Durante a cerimónia foi realizado ainda um simulacro, que envolveu cerca de 50 operacionais num exercício onde foram evacuados cerca de 30 habitantes para a sede da Associação Recreativa e Cultural de Vale Florido, que ficará como o “abrigo oficial” deste lugar para situações de emergência.

Os programas ‘Aldeia Segura’ e ‘Pessoas Seguras’ destinam-se a todo o país mas têm como principal alvo os 189 municípios que possuem freguesias de risco. De acordo com o Ministério da Administração Interna, assentam na “gestão de combustível, plano de evacuação de aldeias e campanha de sensibilização” e têm como objetivo “apoiar o poder local de forma a promover mais segurança nas populações e reforçar a consciência coletiva de que a proteção e a segurança são responsabilidades de todos”.

Nesse sentido, vai ser criado nos municípios e nas aldeias a função de “oficial de segurança da aldeia”, que terá como missão “transmitir avisos à população, organizar a evacuação do aglomerado em caso de necessidade e fazer ações de sensibilização junto da população”.

Os programas estabelecem também a definição de locais de refúgio nas aldeias e a sensibilização das populações para o que fazer em caso de incêndio e como evitar comportamentos de risco, bem como a sinalização de caminhos de evacuação nos aglomerados populacionais.

Está também prevista uma campanha a nível nacional, com início em maio, que tem como tema central as medidas gerais de autoproteção e que vai passar nas rádios, televisões, jornais e redes sociais.