IEFP já apoiou 1.800 empregos afetados pelos incêndios

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O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) já apoiou com seis milhões de euros cerca de 1.800 postos de trabalho afetados pelos fogos de outubro de 2017, disse o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

No contexto do incentivo financeiro extraordinário às empresas para a manutenção dos postos de trabalho, o IEFP já apoiou cerca de 1.800 postos de trabalho, estando pagos seis milhões de euros, de um total de 7,6 milhões aprovados, disse à Lusa fonte do gabinete daquele Ministério.

Para além deste apoio financeiro, foram também encaminhados para formação cerca de 11.900 desempregados que ficaram sem trabalho ou cujas empresas deixaram de ter capacidade produtiva na sequência dos incêndios. Esta medida abrangeu ainda desempregados residentes nos concelhos afetados, tendo sido já pagos, no total, de acordo com o Ministério, “cerca de 600 mil euros, até à data”.

De entre as outras medidas aprovadas para apoiar as zonas afetadas, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social contabiliza 467 processos aprovados de adesão a um regime excecional e temporário de isenção, total ou parcial, do pagamento de contribuições à Segurança Social. Há também a referir 16 beneficiários da medida de suspensão de processos de execução fiscal a empresas e trabalhadores independentes das zonas afetadas pelos incêndios de outubro.

De acordo com fonte do gabinete do Ministério, até ao momento e apenas para a recuperação dos incêndios de outubro, “as medidas de políticas públicas” desta tutela contabilizam “cerca de 10,6 milhões de euros já pagos”.

Os incêndios de outubro de 2017, que atingiram 36 concelhos da região Centro, provocaram 49 mortos e cerca de 70 feridos, e destruíram total ou parcialmente perto de 1.500 casas e cerca de meio milhar de empresas.

Extensas áreas de floresta e de terrenos agrícolas foram igualmente destruídas pelos fogos, que afetaram de forma mais grave os municípios de Castelo de Paiva e Vagos, no distrito de Aveiro; Oleiros e Sertã (Castelo Branco); Arganil, Figueira da Foz, Lousã, Mira, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Tábua e Vila Nova de Poiares (Coimbra); Gouveia e Seia (Guarda); Alcobaça, Marinha Grande e Pombal (Leiria); e Carregal do Sal, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Santa Comba Dão, Tondela e Vouzela (Viseu).