Novo presidente da ESEC lamenta “financiamento público insuficiente”

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O novo presidente da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), Rui Antunes, lamenta que o financiamento público seja “insuficiente e cada vez menor”. Durante a cerimónia de tomada de posse, anteontem, considerou que as questões de ordem financeira continuam a ser uma das “ameaças” às instituições de ensino, lamentando que o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, se tenha “rendido à ideia de que é inevitável que a austeridade continue para o ensino superior”.

Defende, por isso, que uma das metas da ESEC deve passar pela obtenção de receitas próprias, o que é “crucial para a sustentabilidade da ESEC”, e deu conta que, atualmente, apenas 56,5 por cento das receitas da escola advêm do Orçamento de Estado.

Rui Antunes, que foi eleito pela quarta vez como presidente da ESEC, regressando à presidência depois de um interregno de quase nove anos, faz parte do corpo docente da escola há 29 anos, conhecendo, por isso, “muito bem a história da ESEC”. Encara este novo desafio com “orgulho mas também com responsabilidade acrescida” e manifestou o desejo de estabelecer uma relação próxima com toda a comunidade da ESEC, que espera seja pautada pelo “confronto de ideias e pela apresentação de propostas” que possam impulsionar este estabelecimento de ensino superior.

Há muitos desafios, há muito que fazer, há algumas dificuldades”, disse, enumerando alguns deles, a começar desde logo pela “defesa da liberdade académica e pela liberdade dos docentes investigarem e publicarem”.

O novo presidente traçou “algumas linhas genéricas para a ESEC”, onde se destacam a “interdisciplinaridade e a diversidade da oferta formativa”, a criação de novos projetos, a atração de mais jovens estudantes de todo o país e do estrangeiro, a abertura de mestrados profissionalizantes, a procura de doutoramentos e a aposta na “inovação e investigação aplicada”.

A nível das “ameaças e pontos fracos”, para além do financiamento público “cada vez menor”, apontou a questão das “instalações insuficientes em número e dimensão de salas e espaços comuns” e deu conta da importância de aumentar o número de projetos de investigação aplicada aos cursos que leciona e de aumentar a atividade editorial própria da ESEC.

O presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), Jorge Conde, saudou a nova equipa, considerando que este foi “mais um dia de mudança” para o Politécnico que, nos anos 2017 e 2018, “renova a sua liderança, num ciclo que terminará em julho com a mudança do ISCAC” (Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra).

Considerou que a ESEC é a “escola mais polivalente do Politécnico” e mostrou-se convicto de que, em conjunto, tudo farão para “fazer mais e melhor” pela ESEC e pela sua visibilidade e também para construir uma instituição “mais coesa, solidária, ativa e liderante”.

Defendendo um “papel ativo na saúde e vida ativa”, Jorge Conde sublinhou a importância de “formar bons profissionais”, de “fomentar em todas as escolas hábitos que sejam de saúde e bem estar”, afirmando-se como “uma escola proativa”, capaz de “se antecipar às crises” e de “arranjar formas de ser interessante” para os jovens mas também para os pais. “Queremos ser uma instituição de primeira linha na cidade e na região”, disse.

Durante a cerimónia, tomaram ainda posse César Augusto Nogueira e Sofia de Lurdes Silva como vice-presidentes da ESEC.