“Briosinha by Briosa” promove “sabores e saberes” na Baixa de Coimbra

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Briosinha by Briosa” é uma das novas atrações da Baixa de Coimbra. Situada numa das principais artérias do “coração” da cidade, na Rua Ferreira Borges, esta é uma casa de “sabores e saberes” que oferece uma panóplia infindável de produtos que convida os visitantes a levar um pouco de Coimbra, da sua identidade e tradição, nas bagagens.

Uma montra florida e apelativa mostra que a primavera já chegou à Baixa de Coimbra. Apesar da beleza das flores captar quem passa, é a riqueza da montra que convida a entrar, num apelo silencioso mas irrecusável dos muitos produtos que fazem parte da história e da identidade do nosso povo.

Dos enchidos aos enlatados, das compotas aos doces, do Vinho do Porto à ginginha e licores, das gomas aos doces regionais, das amêndoas aos chocolates, dos gelados aos patés… há de tudo na “Briosinha by Briosa”, uma casa que se inspira no que de melhor se produz em Portugal.

Orlanda Duarte, Sandra Pinto e Rosário Guerra

Aberto desde o início do mês, este novo espaço pretende ser muito mais do que um simples estabelecimento comercial. Conjugando a história da antiga Livraria Almedina, encerrada há mais de uma década, procura manter a sua identidade, numa intervenção que privilegiou o que já existia, recuperando mobiliário e preservando carimbos e gravuras antigas que mantêm viva a essência destas instalações e que enriquecem a sua história, harmonizando-se na perfeição com o ambiente idealizado por Rosário Guerra, proprietária da “Briosinha by Briosa”, e pela equipa que a acompanha, tanto neste projeto como na “casa mãe”, a Briosa, que sofreu também recentemente uma remodelação profunda, apresentando agora um conceito mais moderno, cosmopolita e atrativo.

Foi precisamente esse desejo de inovar e melhorar que, num acaso feliz, acabou por dar vida à “Briosinha”. Rosário Guerra lembra que, aquando da intervenção na Briosa, ocuparam as instalações da Livraria Almedina e que, na hora da despedida, foram muitas as vozes que lhe pediram para ficar. Surgiu então “a ideia de um conceito diferente”, que passava por criar uma casa que apostasse em “produtos, de alguma forma, ligados à gastronomia, portugueses e de Coimbra, para levar”.

Esta “casa de sabores e saberes” surge assim como uma espécie de loja de “recuerdos”, mas que assenta apenas em produtos regionais e nacionais que facilmente podem ser levados na mala para qualquer parte do mundo.

Numa altura em que o turismo continua a crescer na cidade, surge como um convite para que as pessoas levem um bocadinho de Portugal na bagagem, da nossa história e da nossa cultura, através de produtos fantásticos que temos no nosso país”, explica Rosário Guerra.

Produtos transportam história e tradição

Mas nem só os turistas se rendem ao novo espaço. Também os visitantes nacionais e os conimbricenses se mostram encantados com a grande diversidade de produtos que aí encontram, muitos deles que fazem parte das memórias de gerações, como a grande variedade de enlatados (onde o bacalhau é rei, apresentando-se das mais variadas formas, incluindo em paté), enchidos, queijos, patés, bolos, biscoitos, compotas, geleias, marmelada, amêndoas, chocolates, sal, Vinho do Porto, ginja, licores e uma garrafeira recheada com os melhores vinhos nacionais. A tudo isto juntam-se ainda os sabonetes, as canecas, a faiança de Coimbra e as criativas caixas para o chá, ilustradas com reproduções dos desenhos da Vista Alegre, feitas e desenvolvidas por um artista de Coimbra. A marca “São Rosas” está também presente no espaço, através das t-shirts alusivas à Rainha Santa.

Espaço especial merecem ainda os livros – honrado o passado das instalações enquanto livraria -, sobre temas que privilegiam a gastronomia e Coimbra, numa parceria com a Colares Editora e com a Almedina. Coimbra está também em evidência nos vários postais, executados por um estudante de arquitetura e que reproduzem alguns dos mais emblemáticos monumentos da cidade.

De fora destas “recordações” não podem ficar, ainda, as caixas da Briosa, inspiradas também em Coimbra e ótimas para rechear com artigos da loja ou assumindo-se como um convite para que o cliente visite a “casa mãe”, alguns metros adiante, onde não faltam deliciosas sugestões para encher o recipiente e para levar na bagagem.

Nestes dias já mais quentes, a “Briosinha by Briosa” convida também a degustar um gelado 100 por cento artesanal, pouco calórico e sem lactose, numa gama que conta com sabores e opções para todos os gostos.

Toda esta variada oferta – onde cada produto tem a sua história para contar – está, então, disponível na “Briosinha by Briosa”, que está de portas abertas todos os dias, entre as 10h00 e as 19h00, ostentando com todo o orgulho a marca “Y Love Coimbra”, numa homenagem à cidade Património Mundial que tantas riquezas tem para mostrar a quem a visita.

Coimbra tem que saber aproveitar o crescimento de turismo”

A “Briosinha by Briosa” é mais um investimento que Rosário Guerra faz na Baixa de Coimbra. A proprietária da Briosa, que há muitos anos se apaixonou por esta encantada cidade, considera que este investimento é também um sinal de “fé e esperança” num melhor futuro para a Baixa.

A fé tem que ser a última coisa a morrer e eu, como uma mulher do Norte que já adotei esta cidade como minha, acredito que Coimbra e a sua Baixa vão melhorar porque registam um acréscimo de turistas muito grande, superior ao nível nacional”, explica.

Considera, por isso, que “Coimbra tem que saber tirar partido dessa atração e crescimento”, num processo em que “os nossos autarcas e o poder político têm que ajudar os comerciantes com alguns investimentos, tais como alguns muito simples que fazem parte das suas obrigações”.

Rosário Guerra defende que é urgente que se aposte na “higiene desta cidade, que está muito suja”, o que tem levado a vários reparos por parte dos turistas. Por outro lado, entende que é necessário também tirar os sem abrigo das ruas e dos estabelecimentos comerciais do centro histórico que se encontram devolutos. A proprietária da Briosa e da “Briosinha by Briosa” alerta, ainda, para o “problema de saúde pública causado pelas pombas”, no qual tem insistido e que espera “ver solucionado”.

Acima de tudo, o que peço encarecidamente ao presidente da Câmara é que limpe esta cidade, que tome conta destes canteiros e que faça de Coimbra uma flor”, sublinha, adiantando ainda que “tem que haver uma solução para estes problemas que prejudicam Coimbra, uma cidade que tem um património tão rico e um potencial enorme”.

É fundamental que as pessoas abram os olhos e nos ajudem. Nós, comerciantes, estamos a ajudar Coimbra. Ao revitalizar lojas que estavam fechadas há mais de 11 anos, ao fazermos novos investimentos estamos a acreditar na cidade. Portanto, o poder político tem que nos ver como amigos e tem que nos ajudar nesse sentido”, alerta.