Lousã adere à Rede Solidária do Medicamento

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Os lousanenses que se encontrem em situação de carência económica contam agora com o apoio do “Programa abem: Rede Solidária do Medicamento”, que visa permitir que qualquer cidadão possa aceder aos medicamentos comparticipados que lhe sejam prescritos por receita médica.

O Município da Lousã e a Associação Dignitude assinaram, na semana passada, um protocolo com vista à adesão a este programa que, como sublinhou o presidente da Câmara, Luís Antunes, “se enquadra na estratégia definida de valorização das pessoas e do contributo para a construção de uma comunidade mais justa e socialmente coesa”.

O autarca considera que “esta medida vem complementar os apoios sociais já prestados – nomeadamente as Medidas de Apoio Pontual em Situações de Emergência Social, Apoios em Alimentos, Plano Municipal Sénior, Ação Social Escolar, etc – e permitir uma resposta mais estruturada e completa aos munícipes em situação de fragilidade económica”.

Os interessados em aderir a este programa – sem custos para o utente – devem dirigir-se ao gabinete de Ação Social da Câmara Municipal da Lousã, a fim de procederem ao preenchimento do requerimento de adesão que será analisado mediante critérios já definidos.

O “Programa abem” resulta de várias parcerias instituídas a nível nacional e procura garantir que todos os portugueses têm acesso, nas farmácias, aos medicamentos comparticipados que lhes são prescritos. Destina-se não só a quem beneficia de prestações sociais, mas também a todos os que se deparem com uma situação inesperada de carência económica decorrente de desemprego involuntário ou de doença incapacitante.

De acordo com os dados divulgados, “um em cada cinco portugueses não tem dinheiro para comprar os medicamentos que precisa”. Foi precisamente a pensar nesta realidade que surgiu, em 2015, em Coimbra, a Associação Dignitude, uma instituição particular de solidariedade social que tem por missão “o desenvolvimento de programas solidários de grande impacto social, que promovam a qualidade de vida e o bem estar dos portugueses”. Trata-se de uma resposta inovadora à questão social, que resulta de uma parceria entre os setores da saúde, social, empresarial e também da sociedade civil.