Miranda do Corvo: Hospital Compaixão previsto para novembro

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O Hospital Compaixão, da Fundação ADFP (Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional ) de Miranda do Corvo, deve abrir em novembro próximo. O anúncio foi feito na semana passada, durante as celebrações do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa.

A unidade de saúde, cuja “primeira pedra” foi lançada a 5 de junho de 2016, encontra-se ainda em fase de construção, no centro de Miranda do Corvo, junto à Residência Gratidão e Fraternidade (também da ADFP), e visa “dotar Miranda do Corvo e os concelhos vizinhos de valências médicas e cirúrgicas”. De acordo com a Fundação, o Hospital Compaixão vai ocupar uma área total de 4.047 metros quadrados e tem “um custo de construção de 3.820 milhões de euros, acrescido de mais de 2.500 milhões para o equipamento médico e cirúrgico”. A Fundação vai iniciar agora os concursos para aquisição dos equipamentos, o que permitirá uma orçamentação mais exata, mas estima “um valor total final inferior a sete milhões”. Em nota divulgada, a instituição refere também que a Câmara Municipal de Miranda do Corvo “assumiu o compromisso de apoiar com 750 mil euros mas até à presente data ainda não transferiu qualquer valor para a Fundação”.

O novo hospital será constituído por bloco operatório, com duas salas cirúrgicas, área de urgência, setor cirúrgico com seis camas, consultas externas e internamento (51 camas). Terá também exames complementares de diagnóstico, análises, ecografia, RX e TAC. No que respeita à Imagiologia, o custo pode ultrapassar os 900.000 euros, anuncia a Fundação que admite, no futuro de médio prazo, “instalar ressonância magnética”. Haverá ainda áreas para exames de especialidades nomeadamente na cardiologia, pneumologia e gastro. Em termos de cirurgia estão previstas diversas especialidades, como ortopedia, ginecologia, cirurgia geral, oftalmologia e otorrino.

O Hospital Compaixão estará aberto 24 horas por dia e, quando funcionar com toda a sua capacidade, terá cerca de 100 colaboradores, entre médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos administrativos. “Os meios humanos e recursos técnicos vão também depender dos protocolos que a Fundação conseguir estabelecer com o ministério da Saúde no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, realça a Fundação, que está convicta que o governo irá assinar acordos de cooperação semelhantes aos que estão em vigor na Mealhada e em Oliveira do Hospital, na Comunidade Intermunicipal de Coimbra. “Nada justifica que a Fundação e Miranda não tenham tratamento semelhante ao dado pelo ministério da Saúde às IPSS desses concelhos, Misericórdia na Mealhada e Fundação Aurélio Amaro Diniz em Oliveira”, realça.

Este projeto foi um dos que esteve em destaque no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. À semelhança do que tem feito nos últimos anos, a Fundação convidou os jornalistas e deu-lhes a conhecer alguns dos seus mais importantes projetos. Para além da visita às obras do futuro hospital – conduzidas por Rui Ramos, Nancy Rodrigues e pela arquiteta Gabriela Costa Andrade -, conheceram também o Museu do Mel (que abriu em março, proporcionando não só um espaço de venda de mel e derivados mas assumindo-se também como um espaço social de convívio e lazer) e o Hotel Parque Serra da Lousã. O programa terminou com um almoço convívio no restaurante Museu da Chanfana, que contou também com a presença de Jaime Ramos, onde se discutiram alguns dos projetos da Fundação, a questão da liberdade de imprensa e outros temas.