Coimbra Capital Europeia da Cultura tem que ser “inclusiva e apaixonada”

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O mágico Luís de Matos vai coordenar a equipa responsável pela candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura 2027, da qual fazem parte António Pedro Pita, Cristina Robalo Cordeiro, Luís Filipe Menezes, Manuel Rocha, Nuno Freitas e Rui Rocha.

Apresentada na terça feira (5 de junho), no Convento São Francisco, a candidatura liderada por Coimbra “deverá ter uma dimensão agregadora regional”, uma vez que, como defendeu o presidente do Município, Manuel Machado, “um projeto alargado e sustentado desta natureza beneficiará todo o território da região e o país, ao mesmo tempo que, do ponto de vista externo, sairá valorizado pela ampliação da sua escala e pela junção dos inúmeros atrativos dos municípios vizinhos”.

Manuel Machado considera que, “pelas suas características históricas, patrimoniais, culturais e sociais”, Coimbra possui “as melhores condições para a apresentação de uma candidatura a Capital Europeia da Cultura”, projeto que conta com a adesão de todos os municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra.

O presidente da Câmara de Coimbra defende que esta candidatura “apenas poderá resultar de um processo alargado e conjunto”, que envolva todas as entidades locais e regionais, de forma a que, com o contributo e apoio de todos, possa ser possível criar “uma estratégia de ação inovadora, criadora de uma dinâmica artística e cultural única e que estimule a economia de toda a região Centro”. Sublinhou ainda que todos os municípios da região Centro que queiram participar neste projeto “são bem vindos”.

Esta não será uma candidatura pessoal ou individual, não poderá nunca ceder a caprichos, nem poderá ser nunca uma candidatura eleitoralista ou populista. É uma candidatura que terá de unir e reunir toda a cidade em consensos alargados. É uma candidatura para valorizar Coimbra, a região e o país”, frisou o autarca.

Repto idêntico lançou também Luís de Matos, ao apelar à união regional. “Entendemos também que a região Centro do país deverá ser a área geográfica abrangida pelo evento, como igualmente estamos certos de ser Coimbra o seu epicentro natural, histórica e socialmente incontornável”, disse, considerando que “o caráter cada vez mais competitivo da corrida ao título”, evidente através das várias candidaturas já apresentadas, irão “estimular, em todos os atores implicados, a criatividade, o pensamento e a reflexão”.

Luís de Matos defende que este evento europeu tem que ser uma “celebração plural”, que resulte da “promoção de parcerias entre criadores, parceiros e agentes locais em geral”. “Queremos que 2027 seja um ponto de viragem. Uma oportunidade que não podemos perder. A reflexão que se impõe é a de todos. Esta candidatura é, desde a primeira hora, inclusiva, mobilizadora e apaixonada”, frisou.

Luís de Matos sublinhou, ainda, que o grupo de trabalho agora apresentado é “apenas o embrião” e desafia todos a “trazer mais cinco”, já que depende de todos “deixar Coimbra melhor do que a encontrámos e mais parecida com o que sonhámos que ela poderia ser”.

À vitória só chegaremos com o entusiasmo de todos. Sem agendas de província ou a arrogância de quem tudo sabe. A Capital Europeia da Cultura 2027 será o resultado de todos nós. O reflexo de sonhos e inquietudes que a todos já ocorreram. Este é o momento de passar à prática e vencer”, sublinhou, acrescentando que “a corrida começa agora”.

Liderada por Luís de Matos, a equipa apresentada é constituída por António Pedro Pita, antigo diretor regional da Cultura do Centro; Cristina Robalo Cordeiro, antiga vice-reitora da Universidade de Coimbra (UC); Luís Menezes, vice-reitor da UC para a área do Turismo; Manuel Rocha, deputado municipal da CDU e antigo diretor do Conservatório de Música; Nuno Freitas, médico e presidente do PSD Coimbra; e Luís Rocha, presidente da distrital do PSD de Leiria. É esta a equipa que vai agora preparar a candidatura que, de acordo com Luís de Matos, deve estar pronta no próximo ano.

De referir que na zona Centro do país, para além de Coimbra, já anunciaram também a “corrida” ao título de Capital Europeia da Cultura as cidades de Aveiro, Leiria e Guarda, às quais se deverá juntar ainda Viseu.