“Caminhos da Baixa” convidam a descobrir património doceiro

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Os Caminhos da Baixa – Património Doceiro de Coimbra” voltam a unir, de hoje (15 de junho) a 15 de julho, sete estabelecimentos da Baixa, num convite irrecusável para que as pessoas descubram e desfrutem dos deliciosos sabores da doçaria conventual e tradicional que a cidade oferece.

Recheados de história e tradição, apostando essencialmente em ingredientes tão básicos como o açúcar e os ovos, os doces que vão estar em destaque ao longo de um mês são já símbolos da cidade, sendo confecionados com base em segredos e receituários antigos que foram sendo sussurrados de geração em geração.

Durante a apresentação do evento, que decorreu na Torre da Universidade de Coimbra, a cerca de 34 metros de altura, o presidente da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC), Vítor Marques, recordou que “Os Caminhos da Baixa” começaram em 2004, com a primeira edição a realizar-se cerca de oito meses depois da classificação da Universidade de Coimbra – Alta e Sofia como património mundial da UNESCO. Surgiu, desde o início, com o objetivo de “criar um caminho doceiro que ligasse a Universidade e a Alta à Rua da Sofia em termos de cafetarias”, criando assim um percurso que, como defende, “valoriza os doces e os estabelecimentos que aderem à iniciativa, fazendo esta ligação entre a Universidade e o centro histórico”.

Com este evento, os sete estabelecimentos apostam também na promoção de “um legado” que faz parte da história e da cultura da cidade e querem mostrar alguns dos seus doces mais caraterísticos, que têm merecido as mais variadas distinções, tendo arrebatado prémios regionais e nacionais, num reconhecimento público pela sua qualidade e diferenciação.

Barriga de Freira (Café Nicola), Arrufada de Coimbra (Pastelaria Penta), Crúzio (Café Santa Cruz), Suspiro (Pastelaria Briosa), Manjar Branco (Pastelaria A Brasileira), Cavaca de Coimbra (Moinho Velho) e o Pudim das Clarissas de Coimbra (O Cordel) são as sete propostas deliciosas que integram estes caminhos e que podem ser saboreadas, ao longo de um mês, com descontos que vão dos 15 aos 20 por cento em relação ao preço habitual.

A nossa ideia é fazer a ligação entre o património da Humanidade e estes estabelecimentos comerciais”, sublinha Vítor Marques, reforçando que estes são apenas um dos muitos doces que têm disponíveis diariamente, deixando por isso um convite tanto à população como aos visitantes para que percorram os estabelecimentos que integram esta rota e “degustem aquilo que é a doçaria tradicional da cidade de Coimbra”.

Tal como sucede com todas as iniciativas da APBC, o desafio passa, também, por atrair mais pessoas à Baixa, contribuindo para o seu maior dinamismo, desta vez através dos seus doces e históricos sabores. Vítor Marques entende mesmo que o património doceiro devia ser também “considerado como uma oferta turística”, que integrasse “os destinos turísticos da cidade”.