Casa Baltazar comemorou 40 anos

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A Casa Baltazar acaba de comemorar 40 anos de existência. Uma vida longa para um estabelecimento comercial que se firmou como sociedade há quatro décadas mas que acumula cerca de 75 anos de experiência, graças a um percurso familiar que vai já na terceira geração.

As 40 velas foram apagadas no dia 12 de junho, num dia de festa que envolveu toda a equipa mas também os muitos clientes e amigos que quiseram felicitar este estabelecimento comercial pela sua longevidade e pelo trabalho que tem vindo a desenvolver ao longo dos anos. Num ambiente de celebração mas também de grande emoção, recordaram-se João Santos Costa e Baltazar Paulo dos Santos, pai e filho, os dois timoneiros que, com a sua experiência e saber fazer no setor acabaram por conduzir à criação desta sociedade que não esquece os muitos anos de experiência que a antecederam, sempre evocados neste percurso de sucesso que se traduz nas três lojas que tem abertas ao público (Rua Ferreira Borges, Coimbra Shopping e Rua do Carmo) e também nos espaços que lhe deram origem, a antiga oficina no Pátio do Castilho e a “casa mãe” e sede da empresa, na Rua Fernandes Tomás.

 

Nós dizemos que temos cerca de 75 anos de experiência porque não conseguimos precisar muito bem quando é que o meu avô começou a trabalhar. Sei que o meu bisavô trabalhava com os petromax e candeeiros de petróleo, que estavam muito em voga na altura, e que já fazia algumas chaves manuais. A partir daí, o filho é que desenvolveu essa área das chaves e dos cofres e, ao longo dos anos, foi-se trabalhando muito nessa área”, recorda Pedro Simões que, juntamente com a mãe, Margarida Santos, assume a gerência da Casa Baltazar.

A história da empresa começa, assim, na primeira metade do século XX, quando João Santos Costa começou a trabalhar na reparação e assistência aos candeeiros petromax e às máquinas a petróleo, fazendo também manualmente algumas chaves. Após o falecimento do pai, Baltazar Paulo dos Santos, que trabalhava na área das chaves, fechaduras e cofres, no rés do chão da sua habitação, no Arco de Almedina, acaba por se mudar para a oficina do Pátio do Castilho que, graças à experiência acumulada e ao saber fazer, se tornou numa “verdadeira escola de formação por onde passaram muitos artífices”.

Quando Baltazar faleceu, os herdeiros decidiram perpetuar o seu nome, nascendo assim, a 12 de junho de 1987, a sociedade Casa Baltazar – Comércio de Chaves, Lda. A oficina no Pátio do Castilho passou então a armazém e abriu um novo espaço na Rua Fernandes Tomás, também na zona histórica da cidade, junto ao Arco de Almedina, que combinava a vertente comercial e de oficina.

Sucesso depende da satisfação do cliente

A Casa Baltazar foi firmando, ao longo dos anos, “os seus valores de confiança, respeito e reconhecimento deixados por Baltazar Paulo dos Santos” e, como realça a gerência, “foi-se impondo cada vez mais como uma empresa líder no mercado das chaves”.

O crescimento da Casa Baltazar conduziu à abertura de mais duas lojas, uma em 1993, no Coimbra Shopping, com serviços em horário alargado; e outra em 2004, na Rua do Carmo, na Baixa da cidade, onde centraliza toda a maquinaria necessária para a realização de chaves de automóvel, uma área onde a empresa está a investir permanentemente, de forma a poder responder às necessidades do mercado.

Este projeto empresarial familiar acaba por atrair Pedro Simões, neto de Baltazar Paulo dos Santos, professor que acaba por trocar a “incerteza” da profissão por este novo desafio, passando a partilhar a gestão da Casa Baltazar com a mãe, Margarida Santos. Em 2008, Pedro Simões aposta num conjunto de mudanças, com o intuito de continuar a estratégia de adaptação a novos desafios. Através de uma candidatura ao URBCOM, foi feita uma remodelação total da loja na Rua Fernandes Tomás, transformando-a num “espaço moderno e atrativo”, sem nunca perder a ligação à tradição. Foi também nessa altura que a empresa apostou numa nova imagem, também mais moderna, bem como numa multiplicidade de valências e na qualidade de produtos e serviços.

Pedro Simões recorda que a sua intenção inicial era “conciliar a atividade principal com a empresa” mas, “devido à carga emocional e à responsabilidade que toda a empresa implica”, acabou por se dedicar a 100 por cento ao negócio da família.

Procurando estar sempre atenta à evolução do mercado, a Casa Baltazar sentiu necessidade de estar mais próxima e acessível aos seus clientes, visto que a Rua Fernandes Tomás estava a ficar desajustada em termos de acesso e visibilidade”, recorda. Perante esta realidade e para estar mais próxima dos seus clientes, a Casa Baltazar mudou, em 2013, as suas instalações comerciais para a Rua Visconde da Luz, mantendo a sede/oficina na Rua Fernandes Tomás.

Ao longo da sua história, a Casa Baltazar investiu sempre a todos os níveis, quer na formação técnica, quer na constante modernização dos seus espaços. O cliente encontra nesta casa uma vasta gama de chaves, fechaduras e cofres mas tambémtodos os produtos relacionados com a segurança física, de pessoas e de bens”, que, como frisa Pedro Simões, são todos produtos de “marcas internacionalmente conhecidas, de top e muita qualidade”.

A empresa trabalha com clientes particulares, empresas e clientes estatais e orgulha-se de ter, há muito, um “público fidelizado”. Para Margarida Santos, estes 40 anos têm sido de “muito sucesso”, que se deve “principalmente aos clientes, ao bem servir, ao pessoal muito sério e também à simpatia”.

Com uma equipa de nove profissionais nos seus vários espaços, a Casa Baltazar conta com dois técnicos certificados que fazem serviço personalizado e que vão a casa dos clientes sempre que é necessário. Ao celebrar estes 40 anos, a gerência quer, acima de tudo, garantir a satisfação dos clientes que recorrem aos seus serviços e continuar a manter a felicidade das pessoas que aí trabalham. “Mantendo-nos na rota da modernidade, da atualização e da satisfação do cliente, estamos certos que ganhamos o futuro”, frisa.