HUC: Campanha “Não caia nisso” ensina a prevenir as quedas

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Não caia nisso – Prevenir para não cair” é o mote da campanha de sensibilização lançada pelo Centro Hospitalar de Coimbra (CHUC) e que visa alertar a população para os cuidados a ter no sentido de evitar as quedas nos grupos etários mais avançados.

É também com esse objetivo que o Serviço de Ortopedia do CHUC e o Grupo de Estudos de Ortopedia Geriátrica da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia promovem hoje (22 de junho), às 14h30, no auditório do pólo dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), uma sessão de esclarecimento sobre prevenção de quedas. Aberta à população em geral, esta ação e este alerta dirige-se não só aos doentes de risco como aos cuidadores e familiares, uma vez que, como realça o CHUC, a prevenção das quedas traz vantagens não só ao nível da qualidade de vida do doente e de todos os envolvidos mas reflete-se também na diminuição dos gastos em saúde.

Mais do que tratar ‘simples fracturas’, a melhor atitude é mesmo prevenir a queda. As quedas são um problema importante para as pessoas idosas e suas famílias, não só pela frequência com que ocorrem, mas particularmente pelas consequências físicas, psicológicas e sociais”, alerta o CHUC em comunicado enviado.

De acordo com os dados divulgados, as estatísticas revelam que 30 por cento dos idosos já caiu alguma vez, cinco a 10 por cento dessas quedas causam lesões graves com risco de morte e 28 por cento das mortes de pessoas idosas acontecem por consequência direta de queda.

Com o envelhecimento o corpo sofre várias alterações, entre elas o aumento da fragilidade óssea, tornando os ossos menos resistentes e sujeitos a fraturas como consequência de quedas, com grande impacto na qualidade de vida e autonomia da pessoa idosa, podendo até conduzir à morte”, refere a mesma nota.

A par do envelhecimento músculo-esquelético, muitos outros órgãos e sistemas apresentam diversas patologias, consideradas próprias da idade, como a alteração da visão, do equilíbrio, doenças degenerativas do sistema nervoso central, entre outras. Todas estas patologias representam também consideráveis fatores de risco para as quedas.

Por outro lado, uma experiência adversa pode desencadear o medo de voltar a cair, desenvolvendo assim uma atitude defensiva, com uma atividade diária cada vez menor, adotando estilos de vida mais sedentários, o que leva à atrofia muscular dos vários segmentos do esqueleto, diminuição da mobilidade articular e da resistência óssea, aumentando o risco de novas quedas e fraturas, com grande compromisso da qualidade de vida.