Mundial’2018: Portugal joga amanhã com o Uruguai

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A seleção portuguesa de futebol está nos oitavos de final do Mundial 2018, depois do empate frente ao Irão (1-1), na segunda feira. Portugal carimbou assim o passaporte para a segunda fase da competição e prepara agora o próximo jogo, marcado para amanhã (30 de junho), às 19h00 (hora portuguesa), frente ao Uruguai.

A seleção das “quinas” regressa ao Estádio Olímpico de Fisht, em Sochi, onde empatou com a Espanha a três bolas, naquela que foi a 1.ª jornada da fase de grupos. Portugal, que ficou em segundo lugar do Grupo B, logo a seguir a Espanha (ambas as equipa com uma vitória e dois empates, mas a Espanha com mais um golo marcado), vai defrontar o líder do Grupo A, o Uruguai, que somou nove pontos na fase de grupos, ao vencer o Egipto e a Arábia Saudita por 1-0 e a Rússia por 3-0, sem ter sofrido qualquer golo.

O empate frente ao Irão garantiu a qualificação de Portugal para os oitavos de final. Ricardo Quaresma, aos 45 minutos, marcou o golo da formação das “quinas”, enquanto Karim Ansarifard apontou o tento dos iranianos, aos 90+3, de grande penalidade, já depois de, aos 53, Cristiano Ronaldo desperdiçar um castigo máximo.

Esta é a terceira vez que a seleção lusa vai disputar os oitavos de final de um Mundial. Após ter saltado da fase de grupos diretamente para os quartos de final em 1966, Portugal jogou pela primeira vez os oitavos em 2006, vencendo a Holanda por 1-0, com um tento de Maniche, aos 23 minutos, num encontro com 16 cartões amarelos e quatro vermelhos por acumulação. Quatro anos depois, a formação das “quinas” voltou a chegar aos oitavos de final, para, desta vez, perder por 1-0 com a Espanha, por culpa de um golo de David Villa, aos 63 minutos, rumo ao seu primeiro e ainda único título Mundial.

A 25 de junho de 2006, há precisamente 12 anos, o jogo foi quase tudo menos futebol, com o recorde de cartões a refletir o que se passou no encontro, que entrou para a história como a ‘Batalha de Nuremberga’, o palco do embate, em solo alemão. No meio da ‘confusão’ e do dramatismo, emergiu o golo de Maniche, aos 23 minutos, com Portugal a aguentar muito tempo em inferioridade numérica, sobretudo na segunda parte, dos 45+1 aos 63 minutos e, depois, dos 78 aos 90+6.

Já com a formação comandada pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari na frente, e depois de Cristiano Ronaldo ser substituído, vítima da agressividade dos holandeses, Costinha, em cima do intervalo, foi o primeiro a ser expulso.

Aos 63 minutos, foi a vez de Boulahrouz, mas Portugal voltou a ficar com menos um aos 78, face à expulsão de Deco. Foi preciso sofrer até final, com os holandeses a acabarem também com nove, após um vermelho a Giovanni van Bronckhorst, aos 90+5.

Quatro anos volvidos, a 29 de junho de 2010, na Cidade do Cabo, na África do Sul, o jogo foi bem tranquilo e pautado pelo equilíbrio. Aos 63 minutos, David Villa decidiu a favor da Espanha, num golo que afastou a formação das “quinas” da prova. Se fosse agora, o lance teria sido, muito provavelmente, revertido pelo vídeo-árbitro, pois o avançado espanhol estava em posição irregular. Mas, o lance foi validado e o conjunto então comandado por Carlos Queiroz ficou fora, com a Espanha a arrancar rumo ao título, que conquistaria na final, curiosamente com a Holanda, graças a um golo de Iniesta, na segunda parte do prolongamento.

A terceira presença de Portugal nos “oitavos” está marcada para amanhã pelas 21h00 locais (19h00 em Portugal), no Estádio Fisht, em Sochi, frente ao Uruguai. Continuamos, portanto, a sonhar…