Pela mão de Varela Pècurto

//Pela mão de Varela Pècurto

O objetivo que preside à iniciativa de fazer chegar uma exposição fotográfica a pessoas cuja faixa etária é mais idosa e em particular àqueles que estão concentrados em lugares próprios é inédita, e pela primeira vez acontece em Bencanta no Lar “Graça de S. Filipe“, até final de julho. A diligência partiu de Varela Pècurto, a grada figura do homem e do artista que dedicou toda a sua vida profissional a Coimbra e à fotografia e que aqui dispensa apresentações.

O catálogo que vai servir de suporte a esta ação foi meticulosamente elaborado e nele está tudo quanto é necessário para entender este movimento de solidariedade abraçado que foi pela Direção da dita instituição, que recentemente comemorou 37 anos. Conforme o autor ali refere, os trabalhos estão divididas em dois grupos. O primeiro com fotografias já expostas em certames e salões nacionais e internacionais, fotografias essas submetidas a júris e a prémios, e o segundo grupo que contempla “documentos fotográficos”, fotos de ocasião que não de arte (?), que pelo seu conteúdo podem gerar curiosidade aos observadores para algo insólito ou inesperado e daí poderem provocar o diálogo, o tal objetivo que Varela Pècurto quer suscitar. Curiosamente, estas de que aqui se fala foram recolhidas ao longo dos anos e sempre por altura das suas férias pelos vários países do mundo, como aliás refere o catálogo. Levá-las até junto de pessoas que nunca tiveram a possibilidade de compareceram em exposições porque de alguma maneira isso lhes foi impossível, e falar-lhe do que ali está e o que representam é uma possibilidade que se pode vir a estender a outros centros congéneres, refere Pècurto. E é então que nos conta ter escolhido este local como primeiro, pela simples razão de ter conhecido em vida os grandes beneméritos que foram o Comendador Eduardo Filipe e sua esposa D. Maria da Graça, por quem sempre teve uma profunda admiração e, depois ainda D. Exalgina Varela, natural de Avis. O abraço que aqui deixamos aquele que uma vez mais foi nosso anfitrião é de sobejo apreço e estima por mais esta sua intervenção.

ANTÓNIO CASTELO BRANCO