Autarca de Montemor revoltado com fecho de balcão da CGD em Arazede

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O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, manifestou-se, na semana passada, “profundamente revoltado” pelo encerramento da agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de Arazede e com a transferência de contas de clientes para uma filial no concelho de Cantanhede.

Em declarações à agência Lusa, o autarca disse que o banco público “não tem o mínimo respeito” pelos clientes da CGD de Arazede, a maior freguesia do município, onde residem cerca de cinco mil pessoas, “mais do que em muitos concelhos”.

Estas declarações foram proferidas na quinta feira, 28 de junho, precisamente no dia em que a agência encerrou. “A Caixa presta um serviço público e não pode desrespeitar as pessoas desta maneira. De forma lamentável e vergonhosa, transferiu as contas das pessoas de Arazede para a Tocha [povoação localizada a cerca de 12 quilómetros, já no vizinho concelho de Cantanhede], sem lhes pedir opinião e sem lhes dar opção”, argumentou o autarca.

Estamos a falar de uma população maioritariamente idosa que utiliza o atendimento presencial, que não vai ao computador, nem à internet, e que agora tem de se deslocar para um concelho vizinho”, acrescentou.

Emílio Torrão disse ainda que a autarquia não foi informada da intenção da CGD de encerrar o balcão de Arazede. “Não fui ouvido nem achado, soubemos pelas pessoas”, frisou.

Também Nuno Cardoso, da concelhia do PCP de Montemor-o-Velho, frisou, numa ação de protesto e esclarecimento da população realizada nesse dia junto ao balcão da CGD de Arazede, que o banco público “apanhou os habitantes de surpresa” com a transferência para a Tocha. “As pessoas souberam muito em cima da hora e pelos funcionários do banco. Estão indignadas, a Caixa é um banco público muito importante e está a obrigar uma população já com problemas de mobilidade a mais deslocações”, argumentou.

Considera que esta decisão de encerrar este balcão “enfraquece a Caixa Geral de Depósitos, porque as pessoas têm-na como um banco público forte, que aposta na proximidade e afinal está cada vez mais afastado das pessoas”.