AUTOESTRADA A31

//AUTOESTRADA A31

Salvo melhor opinião e em concreto a de quem supervisiona o setor julgo que a Autoestrada A31 é uma espécie de meia-circular de Coimbra e está compreendida entre o acesso à A14, aos Fornos, e o final, em via dupla, da Variante de Taveiro. É importante recuperar e alargar a velha ponte que liga, em Pereira, os concelhos de Montemor e Coimbra. Não podemos, contudo, virar as costas à continuação da suposta A31 (ou Via Rápida de Taveiro) até entroncar, tal como está previsto, em Montemor (Nó de Montemor) com a A14, ultrapassando-se o problema gerado pela preservação do Paul de Arzila ao fazer-se uma passagem aérea sobre a linha do Norte da CP na zona ARZILA-PEREIRA. O dinheiro não chega para todas as necessidades, é certo, mas esta parece ser uma obra prioritária, aliás, prevista há décadas e que está transformada em “obra de Santa Engrácia” pela sua não conclusão. As estradas agrícolas do Baixo-Mondego têm sido a escapatória que permite a ligação mais curta entre Coimbra e Figueira e sem a PULVERIZAÇÃO DE SEMÁFOROS que “incendeiam” a 111 onde se circula como formiguinhas, ou melhor, muitas vezes em passo de caracol, a baixa velocidade: isto não é para os dias de hoje.

COIMBRA COM NOVAS CENTRALIDADES

Amigo nosso ao participar nas FESTAS DA CIDADE DE COIMBRA mostrou-se satisfeito com a atividade cultural da nossa terra e com o ambiente festivo e variado em vários locais. Curiosamente admirado com o que dizia ser o novo centro da cidade: o Rossio de Santa Clara – toda a zona entre o Convento de São Francisco, o Portugal dos Pequenitos e a Ponte. “Muitas esplanadas, muitos turistas, animação convidativa” e deu-me a entender (repito) que no seu ponto de vista a centralidade de Coimbra é, agora, o ROSSIO DE SANTA CLARA. Ripostei que Coimbra tem várias CENTRALIDADES, vários espaços para socializar, apesar de concordar que a zona em apreço entre o Convento de São Francisco, o Portugal dos Pequenitos, o Mosteiro Velho e a Ponte ganhou, nos últimos tempos, uma dinâmica que temos de aplaudir. A cidade precisa de “CRESCER TERRITORIALMENTE DE FORMA HARMONIOSA”. EIRAS, a norte, tem hoje um ar totalmente urbano integrando-se de forma efetiva na vivência citadina e isto é um exemplo do ato de crescer. Julgo que o IPARQUE DE ANTANHOL conhecerá em breve uma nova dinâmica a envolver toda a região de Coimbra a sul. Importante é que o Governo Central compreenda a necessidade de EDIFICAR A NOVA MATERNIDADE DE COIMBRA nos COVÕES e de tornar de novo autónomo o HOSPITAL GERAL DOS COVÕES em vez de afunilar Celas e a Zona do Hospital da Universidade já “estrangulada”. Parece insistir o Governo na ala da psiquiatria para a Nova Maternidade e em construir parkings subterrâneos. “Não dá, meus Amigos”. Ajudem Coimbra a crescer e não nos atrofiem. Coimbra sabe pensar e sabe executar. Deixem-na crescer harmoniosamente.

A LINHA DA LOUSÃ, ALINHAM? ALINHEM, POR FAVOR

Diversos partidos com assento parlamentar opinaram acerca da necessidade de ser reposto o comboio no RAMAL FERROVIÁRIO DA LOUSÃ. O povo, de um modo geral, pede o regresso do comboio. O transporte de mercadorias por ferrovia é de uma importância fulcral para as empresas do interior, da devastada Zona do Pinhal. Como é possível escutar discursos de apoio ao Interior e insistirem no “tal metro em autocarro”? Já foi extinta a Sociedade Metro Mondego? Quais são os interesses em ter o metro em pneus na Linha da Lousã embora seja de aproveitar a ideia do Metrobus dentro da cidade? Por que razão não querem repor o comboio que ainda é o mais barato? O último partido a tomar posição pública foi o PCP através do seu secretário geral JERÓNIMO DE SOUSA que em Miranda do Corvo terá prometido ajudar as populações na sua luta pela reposição da ferrovia. E refletiu que o transporte ferroviário assegura a ”circulação de pessoas e bens e a mobilidade das populações com enormes benefícios para o ambiente e para o desenvolvimento sustentável ao nível local, regional e nacional”. Esperamos que o líder comunista replique com ações concretas no Parlamento português o que disse em Miranda do Corvo. O COMBOIO TEM QUE VOLTAR À LINHA DA LOUSÃ. É também uma alternativa parcial à Estrada da Beira ainda recentemente “ferida”.

A TERMINAR E EM LINGUAGEM TELEGRÁFICA: Não percam a GISELA JOÃO neste sábado na Sereia (talentosa fadista); Parabéns à ORQUESTRA CLÁSSICA DO CENTRO e à sua Diretora (dos passos iniciais até aos dias de hoje uma líder e uma lutadora); outro abraço de Parabéns ao Prof. Doutor FERNANDO RAMOS (uma personalidade notável) empossado como Académico Correspondente da Academia Ibero-Americana de Farmácia; igualmente um Aplauso ao discreto e dinâmico Presidente da Confraria da Rainha Santa, Prof. Doutor ANTÓNIO REBELO, a internacionalizar cada vez mais Coimbra e o Culto à Rainha Santa e já a esboçar os 750 ANOS DO NASCIMENTO DA NOSSA PADROEIRA (dentro de dois anos).

E para ponto-final esta pergunta: sabem que amanhã, dia 7, é assinalado o DIA MUNDIAL DO CHOCOLATE? Desejo-lhe, Leitor… DIAS DOCES com a cidade em festa.

SANSÃO COELHO (sansaocoelho@sapo.pt)