Governo garante que “metrobus” avança no início de 2019

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O Sistema de Mobilidade do Mondego vai avançar já em 2019. O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, anunciou, na segunda feira, que o primeiro concurso vai ser lançado logo no início do próximo ano, representando esta obra um investimento de cerca de 90 milhões de euros.

O representante do Governo, que falava na cerimónia de lançamento da requalificação/duplicação do IP3, recordou que este projeto se arrasta há demasiado tempo e que “foi preciso muita paciência daqueles que andam há muitos anos à espera de uma solução”. Considera que a opção encontrada, que se baseia numa solução tecnológica de autocarros elétricos, denominada “metrobus”, “parece razoável” e “melhora muito a mobilidade em todo o contexto do sistema e muito em particular na zona urbana”.

Pedro Marques considera que o antigo sistema de transporte ferroviário, que deixou de circular em 2010 – tendo o Ramal da Lousã encerrado com o intuito de sofrer as anunciadas obras com vista à instalação do Metro Ligeiro sobre carris -, não correspondia às necessidades de todos os seus utilizadores. No seu entender, esta nova opção do “metrobus” vem beneficiar cerca de “50 por cento das pessoas que usavam a antiga solução ferroviária e que se deslocavam para o concelho de Coimbra” e que “ficarão melhor servidas”.

À margem da cerimónia, o presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, disse que o “Sistema de Mobilidade do Mondego tem mesmo de avançar”, considerando que “estamos há demasiado tempo à espera”.

Está encontrada a solução tecnológica, está definido o que é necessário, agora os acionistas e as câmaras municipais têm que ter a empresa a funcionar”, sublinhou. Com o traçado urbano definido, Manuel Machado admite que “há questões a resolver entre a ligação da Rua da Sofia e a Loja do Cidadão”, estando a Câmara a resolver “uma parte”, que se prende com a Via Central.

O presidente do Município de Coimbra explicou ainda que, “em termos de rentabilidade e sustentabilidade, para transporte de pessoas é essencial que haja a articulação entre o Sistema de Mobilidade do Mondego e os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC)”, sobretudo nas “zonas de maior densidade demográfica e de mais intenso movimento pendular”. Considera portanto que, quando o “metrobus” estiver em funcionamento, tem que “haver uma grande proximidade entre o funcionamento das carreiras dos SMTUC e as linhas do Sistema de Mobilidade do Mondego” mas, até lá, e nesta fase em particular, “interessa é desenvencilhar o dossier e pôr o processo de contratação pública no mercado para se fabricarem os ‘metrobus’ para transportar as pessoas”.