Requalificação do IP3 reforça segurança e promove competitividade da região

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A requalificação e duplicação do Itinerário Principal 3 (IP3) entre Coimbra e Viseu é considerada uma “obra fundamental para salvar vidas e reduzir a sinistralidade” e, ao mesmo tempo, é essencial para “reforçar a coesão interna e para melhorar a competitividade externa da região Centro”. O Primeiro-Ministro, António Costa, resumiu, desta forma, a importância que a intervenção prevista para o IP3 tem para toda a região, considerando que “esta é muito mais do que uma obra de ligação entre Coimbra e Viseu”.

Reduzir em um terço o tempo de deslocação entre Coimbra e Viseu já seria suficiente para realizar esta obra. Mas esta obra é muito mais do que uma obra de ligação entre Coimbra e Viseu. É uma obra fundamental para salvar vidas e para reduzir a sinistralidade”, sublinhou o governante na sessão de lançamento da empreitada de requalificação do troço entre os nós de Penacova e Lagoa Azul e de abertura do concurso para as obras de duplicação da via nos troços de Souselas a Penacova e entre Lagoa Azul e Viseu, que decorreu na segunda feira, junto ao nó de Raiva do IP3, no concelho de Penacova.

António Costa recordou que, só nos últimos cinco anos, registaram-se no IP3 “17 vítimas mortais, 62 feridos graves e 374 feridos ligeiros”, considerando que “melhorar a segurança desta infraestrutura é fundamental para salvar vidas e garantir a segurança na circulação rodoviária”. Mas, para além da segurança, defende ainda que “esta obra é central para reforçar a coesão interna da região Centro mas também para melhorar a competitividade externa”, já que liga “dois outros eixos fundamentais”, a A14 que liga a Figueira da Foz a Coimbra e a A25 que liga Viseu a Vilar Formoso.

Esta é uma obra determinante para termos uma circulação mais segura e uma região mais coesa e mais competitiva”, sublinhou, congratulando-se pelo facto de os trabalhos finalmente começarem e antevendo já que, com a intervenção de que vai ser alvo nos próximos anos, o IP3 se irá transformar numa “via absolutamente essencial para a internacionalização” da região.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, disse também que “neste momento estamos muito preocupados em lançar a obra para o terreno”. Está lançado o primeiro concurso e a primeira obra deste projeto que, como frisou o governante, representa um “investimento de cerca de 134 milhões de euros” e que se irá traduzir na “melhoria das condições de circulação, na rapidez de circulação e na ausência de portagens”, um benefício que considera muito importante para quem utiliza diariamente o IP3 e para quem o pagamento de “10 euros por viagem entre Coimbra e Viseu”, caso fosse uma via com portagens , seria um custo significativo.

Para Pedro Marques “esta é de longe a obra mais importante deste mandato”, feita por “opção política deste Governo” e que, porventura, chega “demasiado tarde para as expectativas das populações”.

A partir daqui não vamos parar. Vamos fazer as obras urgentes que temos para fazer este mês, vamos lançar os concursos públicos para estarmos em obra no início de 2019 e não vamos parar porque queremos que o IP3 passe a ser uma estrada de via de desenvolvimento e não uma via de insegurança e de medo como infelizmente tem vindo a ser”, sublinhou.

A abrir a sessão, o presidente do Município de Penacova, Humberto Oliveira, recordou que esta era “uma aspiração de Penacova e de todos os concelhos vizinhos”, já que “todos estão conscientes da importância que as acessibilidades têm para o desenvolvimento regional”, assim como para a qualidade de vida das populações.

Coube a António Laranjo, presidente da Infraestruturas de Portugal, apresentar esta obra que, a par com todos os trabalhos de requalificação previstos, farão do IP3 “a primeira infraestrutura rodoviária inteligente do país”.

Requalificação garante mais segurança e rapidez

A requalificação integral do atual IP3 entre Coimbra e Viseu, cuja conclusão dos trabalhos está prevista para 2022, vai traduzir-se numa série de melhorias para as milhares de pessoas que circulam diariamente por aquela via.

O traçado vai ficar com perfil de autoestrada, com duas faixas em cada sentido, em 85 por cento do traçado e em 12 por cento também passarão a estar disponíveis duas faixas num sentido e uma no sentido contrário. Haverá apenas uma faixa para cada sentido quando não é possível qualquer alargamento, como sucede nos casos das pontes e “obras de artes”, o que engloba apenas os cerca de três por cento restantes do troço. Será também implementado um separador e melhoradas as acessibilidades locais.

De acordo com a Infraestruturas de Portugal, a intervenção “garante o aproveitamento do corredor existente, preservando uma zona ambientalmente sensível e de orografia difícil”, ao mesmo tempo que promove a segurança rodoviária e garante uma significativa redução do tempo de percurso na ligação Coimbra-Viseu, que passará dos cerca de 65 minutos atuais para 43 minutos no futuro.

Primeira via inteligente do país

De acordo com António Laranjo, presidente da Infraestruturas de Portugal, o IP 3 será “a primeira infraestrutura inteligente do país”, o que trará “ganhos significativos” para a segurança rodoviária, eficiência energética, sustentabilidade ambiental e otimização de tráfego.

Através das novas tecnologias e de soluções inovadoras, os utilizadores do IP3 vão dispor de sensores que lhes darão informações sobre a visibilidade, condições meteorológicas, possíveis colisões, condições do piso, entre outros dados considerados relevantes.