Pampilhosa da Serra vai dispor de serviço de teleassistência

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A população de Pampilhosa da Serra vai dispor de um serviço de teleassistência que lhe vai permitir um acompanhamento mais próximo, 24 horas por dia, a nível de saúde e segurança, ao mesmo tempo que ajudará também a combater o isolamento e a solidão.

Este serviço resulta de um acordo assinado, na terça feira, entre o presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, José Brito, e o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Francisco George. Com a duração de um ano, o protocolo prevê a distribuição de 100 equipamentos de teleassistência, uma tecnologia recente de eficácia comprovada, que permite uma rápida resposta em situações de emergência/urgência, insegurança ou solidão, 24 horas por dia.

Segundo Francisco George, estamos perante a “introdução de dispositivos de última geração da Google, que através da Cruz Vermelha Portuguesa, disponibilizou 100.000 euros para a implementação deste exercício experimental, em Portugal”. A propósito da distribuição dos referidos equipamentos em Pampilhosa da Serra, o presidente da Cruz Vermelha salientou que uma das missões da instituição passa por criar condições para que “os cidadãos mais vulneráveis estejam em casa, mas contactáveis para que possam ser apoiados quando necessário”.

Já José Brito destacou também o facto de as pessoas gostarem de “viver nas suas casas enquanto há condições para isso”, considerando, por isso, que “todos estes mecanismos de apoio que permitem que as pessoas estejam em segurança são fundamentais”

A chegada destes dispositivos constitui-se, assim, como sublinha, como um aliado de enorme valia à “rede de apoio domiciliário, composta pelas instituições de solidariedade locais – Santa Casa da Misericórdia, Associação de Solidariedade Social de Dornelas do Zêzere e a Cáritas”.

Os especialistas da Cruz Vermelha, em conjunto com os técnicos sociais da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, vão fazer a seleção das primeiras 100 famílias beneficiárias abrangidas pelo protocolo. “Este período de um ano é um período experimental, mas se as famílias detentoras dos equipamentos assim o entenderem poderão continuar com os equipamentos o tempo que considerarem pertinente”, realçou Francisco George.

José Brito admitiu estar “lisonjeado” pela escolha do Município para a implementação deste projeto. Aproveitou também para enaltecer o contributo notável da Cruz Vermelha, aquando dos incêndios de junho e outubro do ano transato, nomeadamente no acompanhamento em áreas como a saúde e a ação social. Para o autarca, a ajuda que a Cruz Vermelha tem prestado ao Município é “fundamental” e permite que “em conjunto consigamos dar resposta às nossas gentes”.