100 Anos do Despertar

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A Despertar a bela adormecida

Sou um leitor compulsivo que não prescinde da leitura de jornais. A realidade da comunicação social fascina-me. Colaborei, antes de 25 de Abril numa tentativa de criação de um espaço noticioso e, já em democracia criei um jornal, uma rádio “pirata” e na Assembleia da República apresentei o primeiro projeto de lei (com Dinis Alves) para a abertura do país às rádios locais.

Parabéns a “O Despertar”

Hoje, 2 de março, um dos jornais mais conhecidos de Coimbra vai comemorar 100 anos. O Jornal “O Despertar” constituiu-se como um importante veículo para a difusão de ideias como aliás toda a imprensa escrita e falada. Uma característica muito particular deste semanário é a grande proximidade dos seus leitores. Está muito focado nas suas histórias e nas suas vidas e tem a particularidade de dar voz a quem muitas

Cem anos de “O Despertar”

Foi em 2 de março de 1917 que “O Despertar” iniciou esta já longa vida de cem anos que agora se completam. Se ser centenário, graças à evolução da medicina, se tornou para o ser humano um facto frequente para um jornal atingir estes anos de existência é consolador. E é sobremaneira honroso verificar que nesta longa caminhada permaneceu fiel aos princípios da liberdade de pensamento, da independência republicana e sobretudo da VERDADE

Jornalismo de proximidade e de liberdade

Mais do que o número que vale por si, os cem anos de “O Despertar” representam uma vida de dedicação a causas muito próprias da imprensa regional (a defesa da sua terra), do jornalismo (a defesa da liberdade e da verdade) e da República em que nasceu e se afirmou. Título incontornável da história da imprensa de Coimbra, do mundo do jornalismo de proximidade, “O Despertar”, num formato maior ou menor,

Sempre com Coimbra

Há uns dias comentei, com uma amiga, que tinha que escrever um texto para um jornal de Coimbra que fazia 100 anos. Além de um abrir de olhos com o mais puro espanto, a pergunta que se seguiu foi: “100 anos? Um jornal de província? Como é que isso é possível?”. É. E é incrível, sim, como é que um jornal resiste, neste tempo, e completa 100

“O Despertar”

Cem anos a informar com isenção e afetividade! Ainda há pouco tempo, em conversa com a Zilda Monteiro, referi ter encontrado, no meio das muitas coisas que juntei ao longo dos já longos anos de atividade profissional, uma medalha comemorativa dos 75 anos de “O Despertar”. Parece que foi ontem, mas já lá vai um quarto de século! Não sendo, certamente, dos mais

“O Despertar” comemora hoje 100 anos

Assinalar! Festejar! Festejar com ‘pompa e circunstância’! 100 anos! A carga deste número, desta passagem, insere-se na casa dos momentos cruciais. Aquela passagem sobre a qual ninguém quer ficar de fora, à qual ninguém fica indiferente; e muito pelo contrário, ficamos surpresos, espantados, maravilhados, agradecidas por todo o ‘peso’ que esta vida de 100 anos transporta! Todos nós conhecemos e sentimos a importância dos símbolos,

A riqueza da informação

O acesso à informação é um dos bens mais preciosos dos tempos modernos (embora a capacidade crítica de distinguir o verosímil do falacioso seja também muito importante por via do cada vez maior número de notícias falsas a circular no planeta). Infelizmente não só muitas pessoas em todo o mundo não têm acesso a uma informação de qualidade como, pior do que isso, muitos milhões de crianças (mais

Sem anos…

“Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida… hoje é dia de festa, cantam as nossas almas, para o menino O Despertar, uma salva de palmas.” (Ainda bem que escrevo o que gostava de cantar e não canto o que gostava de escrever!)

100 ANOS A DESPERTAR

Pouco se sabe da génese do Despertar. Mas conhece-se o seu DNA: era preciso que Portugal e Coimbra despertassem, de uma forma que não fosse partidária, colocasse o interesse geral acima dos particulares, se reunissem as forças que queriam o progresso e se saísse da “austera, apagada e vil tristeza” em que Portugal se afundava, por causa do caos político, da anarquia social, da decadência económica e dos abusos do partido então dominante, para não