OPINIÃO

/OPINIÃO

Crónica do Imprevisto

O café torna-se apreensível na arquitetura humana, nas deformações manifestadas pela multidão que, quando sai da mera abstração e se individualiza, fixa o olhar atento, sagaz, repara na paisagem humana, nas figuras, na alegria e tristezas nas naturezas quase mortas dum pintor, de gente que percorre esta existência agreste e felina, mordaz e cínica, de seres quantas vezes se debruçam na nostalgia de mundos quiméricos ou perdidos, de sonhos irrealizáveis absortos uns, outros fantasiando no

TREINO. ESTUDO.MOTIVAÇÃO. TUDO À RONALDO

CRISTIANO RONALDO, pois claro! Aquele pontapé de bicicleta foi um golo monumental e deu para dar a volta ao mundo para satisfação dos adeptos do futebol e mesmo para aqueles que observaram e registaram, apenas, a espetacularidade de um ser humano que se ultrapassa em records dentro da sua especialidade. CRISTIANO RONALDO é a nova face visível e apetecível do português a trabalhar lá por fora. Nos anos sessenta os portugueses que abalavam para Paris

Viola e Voz

A Clarinha era muito novinha quando foi estudar para a Casa de Inglaterra (British Council) e ali teve geniais professores que a ajudaram a amar a língua de Sua Majestade. A Clarinha é muito agradecida ao Pai Augusto e à Mãe Rosarinho por lhe terem dado a possibilidade de frequentar durante tantos anos a Casa de Inglaterra. A Clarinha tem consciência do privilégio que é ser fluente em inglês porque isso lhe abriu muitos e

Nota de Rodapé

GUERRA FRIA Dizem os especialistas em politologia e geoestratégica que a Guerra Fria está de volta à agenda mundial. E que é já sinal do arrefecimento a expulsão de diplomatas com efeito de boomerang protagonizada por russos e americanos. Porém, toda a gente sabe, mais ou menos em pormenor, que a guerra é fria pela frente, mas pacífica e quentinha na retaguarda: um “toma lá dá cá” entre russos e americanos,

As migas dos Caramelos

Fui em busca de um homem que demandou a Borda-d’água. É que eu queria acrescentar ao sabor destas migas de hoje este outro, que me permitisse saber como tudo era e acontecia por esse tempo, por aquele tempo em que os nossos homens a quem chamavam caramelos, partiam para as Lezírias do Ribatejo, a dita região da Borda-d´água, uma expressão que depois tornaram mais abrangente quando iam para as terras do Sado e de Setúbal

Será que já invejou alguém?

A inveja é um “bicho” viscoso. Agressivo. Nojento. Quem é que já não foi acometido de um ataque ou muitos ataques de inveja? Mas o que será a inveja? A inveja é uma forma de admiração, pela negativa. Quem não é capaz de admirar, inveja o outro, quando acha que ele fez algo que gostaria de ter sido a própria pessoa a fazer.

O crime é moeda corrente

Deixámos há muito tempo de sermos um país de brandos costumes ou de santa beatice, e de repente, surgiu uma onda imensa de crimes, variados, requintados, diversificados, que não se condicionam ao tráfico de drogas, ao branqueamento de dinheiro, ao sequestro, ao desvio de menores, à pedofilia, à prostituição de luxo, vício dos pseudo grandes senhores, as chamadas damas de companhia em roteiros, à brutalidade do homicídio, ao maltrato de gente idosa, à violência doméstica

O CALVÁRIO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Por coincidência estou a escrever num “café perto do mar” e observo vários estrangeiros, muitos são turistas espanhóis e alguns franceses. O “estrangeiro, jovem, de olhos azuis cabelo preto” a retirar do livro de MARGUERITE DURAS (OLHOS AZUIS CABELO PRETO) não aparece aqui. Lembrei-me do livro e da autora pelas suas belas imagens, quase cinematográficas, formuladas nesta obra e porque diversas cenas vão enchendo o meu papel, umas do quotidiano, outras nem tanto. Apetecia-me começar

TESTEMUNHOS – Desnorte do Norte

Recentemente desloquei-me a casa do meu falecido pai, com o intuito de a preparar para arrendamento, e, efetuar um inventário dos móveis e outros apetrechos lá existentes. A casa ia, presumivelmente, ser alugada, como de facto aconteceu, a um casal de húngaros, agora em Portugal, ele, ao serviço da Universidade de Coimbra. É certo que entrei naquela casa um pouco ansioso, o que acontece, quase sempre, não sabendo eu

Nota de Rodapé

Meu riquinho mês de março! Quando todos esperávamos uma primavera catastrófica, antecâmara do verão de holocausto, com a falta de água fruto de uma seca há muito diagnosticada, mas pouco mitigada por quem de direito, o criador brindou-nos com um março extraordinariamente chuvoso – enchendo barragens, repondo aquíferos, dando de beber a uma natureza sedenta e em agonia, sossegando assim os espíritos mais inquietos. Uma