OPINIÃO

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A Rainha de Varela Pècurto

Há estórias que pelo seu ineditismo e envolvimento merecem ser conhecidas, sobretudo quando nelas participam pessoas com indesmentíveis valores. O que aqui deixo à guisa de relato não é mais do que a transcrição de um acontecimento que levou o nosso artista a ter de inventar modos e maneiras que lhe possibilitassem tirar uma fotografia inédita a Santa Isabel, foto essa em particular, a par de outras tantas, que lhe haviam sido encomendadas para integrar

A cultura frívola está na moda

A verosimilhança da narrativa ou do texto não tem substância em muitos que escrevem ou falam, nos jornais ou televisão. Saber narrar, é um pouco difícil, e o ouvinte ou o leitor, ficam numa situação muitas vezes, de dúvida do conteúdo ou de algo frustrado na técnica, na imaginação ou na adjetivação da mensagem que se deseja transmitir. Todos nós observamos no dia a dia gente que

Há que dizer não à inércia

Coimbra em certos ângulos parece que parou no tempo, que se acomodou. Deixou de existir o gosto pela conversa que regateia o desinteresse político a que foi votada. Existiu uma cultura cívica e mesmo neoclássica, de inspiração pelo coletivo, de gente bem intencionada e claramente comprometida com as formas de luta pela urbe, pelo sítio, por Coimbra. Pelo homem conimbricense! Hoje enxerga-se

O papel das cantareiras

Falamos do papel recortado e, ao falarmos dele, temos necessariamente de recuar no tempo para mais de dois mil anos e situarmo-nos na China, onde há memória dessa histórica arte milenar, uma das suas mais populares artes decorativas. Entre nós, a tradição quanto à sua utilização vem de longe, sendo as referências mais antigas as que visavam o adorno de doces conventuais, tal como oportunamente referiu Paulino Mota Tavares. Posteriormente, nas

Tutti frutti?

A Polícia Judiciária batizou a operação de investigação que pode abalar o regime com o título retirado do italiano e que significa «todas as frutas». Não me parece um título completamente feliz, como adiante explicarei. A confirmarem-se os indícios desta operação, o centrão anda vivo e recomenda-se, em especial para malfeitorias: favores, esquemas, corrupções, tráfico de influências, adjudicações aos amigos especiais e um sem número de negócios onde os dinheiros

Nelson Mandela

Neste artigo, presto uma homenagem ao centenário do ilustre advogado e extraordinário líder político Nelson Rolihlahla Mandela, primeiro presidente negro da África do Sul, governando-a de 1994 a 1999. Ele destemidamente lutou contra o apartheid, desumano regime de segregação racial que, por tanto tempo, infelicitou o extremo sul do continente africano. Mandela retornou, em 5 de dezembro de 2013, à Pátria Espiritual e, em 18 de julho de 2018, completaria 100

Já utilizou hoje o seu “emoji” de estimação?

Sei que sabe, e porventura melhor do que nós, o que são os EMOJIS? São aqueles ícones ou símbolos usados nas mensagens através dos telefones móveis que nos permitem mostrar o nosso estado de espírito ou a avaliação de uma situação. Por exemplo: quando as minhas filhas ou netos estão fora de casa peço-lhes para me avisarem no momento da chegada. Fico tranquilo se me dão notícias – é o que penso. Melhor dizendo: não

TESTEMUNHOS. Rua Da Sofia Será Que Porfia?

Calcorreio todos os dias a Rua da Sofia, antiga artéria da Ciência e da Sabedoria, por isso a conheço bem. Foi aberta em 1535 e tinha, por detrás da sua arquitetura, uma largura incomum para a época, configurando, provavelmente, uma das maiores ruas da Europa da então contemporaneidade. A Rua da Sofia emergia por entre

A grande ilusão!

A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar, é aproximar-se de Deus.” – Pitágoras Quando era mais jovem e até mesmo já em criança, ficava angustiada com a questão da perfeição. Que grande ilusão! Como se entre nós, ela fosse possível, como atributo dos humanos…

Do meu breviário

A crise da fé deriva em não se emancipar o indivíduo fisiológico das suas carências e dar-lhe somente o mosto do dogma, da prece, da oração, da penitência, ou seja a via de santidade, quando em boa verdade o homem com conhecimento científico, em si e para si, não abdica das suas ideologias religiosas no campo teórico como no breviário, pois o homem concreto sente a necessidade de algo que o transcenda.