OPINIÃO

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Pintores que expuseram em Coimbra

Poucos artistas observam a Natureza com tanta agudeza como Isabel Zamith, na gradação sistemática do corpo ou do tema que pinta, num dualismo soberbo entre o traço e o cromatismo. De encantar! Esta pintura, a de Isabel Zamith, é uma rica interpretação de amor. Só se pinta assim com amor no cuidado de estudar a paisagem larga, os pormenores num permanente conflito estético. A sua pintura é

O dia do elogio…1 de janeiro de 2018

O dia 1 de janeiro de 2018 foi o dia do elogio. Pode ganhar gosto por esta maneira simples de ser feliz ao fazer os outros felizes e não querer outra coisa. Nunca se arrependa destes gestos. Ser feliz é nunca desistir daqueles que o traíram. De repente tudo muda. O gelo, com o

CALENDÁRIOS DE PAREDE

Já estamos em 2018 e ainda não consegui comprar um CALENDÁRIO DE PAREDE daqueles quase gigantes com espaço para anotarmos ASSUNTOS PESSOAIS E FAMILIARES em que AS NOTAS INSCRITAS sejam visíveis a uma distância significativa. Tentei em lojas físicas; procurei online porque é moda e em abono da verdade foi no online que consegui encontrar um dentro das pretensões. Pois foi! O preço do calendário com fotografias dos ABBA era simpático, contudo o preço final

A minha palavra…

Todos os anos escolho uma palavra para ser a minha palavra do ano. Hoje não vou partilhar qual é a minha palavra para 2018 porque esta ainda não foi suficientemente saboreada mas tenho muito gosto em partilhar com os meus muito queridos leitores a minha palavra para 2017: ENTUSIASMO. No início de 2017 fiz a escolha de viver com ENTUSIASMO todos os momentos que esse ano

TESTEMUNHOS. As Palavras e o Tempo.

Vou anunciar aquele que me inspirou na feitura deste artigo. O largo Trindade Coelho, em Lisboa, ostenta a estátua de um clérigo jesuíta, Padre António Vieira (de todos conhecido pelo seu Sermão de Santo António aos Peixes). Nasceu na capital portuguesa em 1608 e faleceu na Baía, Brasil, em 1697. Foi uma das maiores personalidades do pensamento português: filósofo, escritor e

O magistério das ideias

Existe um punhado de ideias incapazes de boas intenções em que o homem é joguete, vencido, descrente pelo mosto religioso e político que o torna confuso a contragosto e passa a uma mera peça equivalente à moral da história do poder capitalista que, por definição implícita não passa de tipo marginal na grande engrenagem das forças do poder deslocando a sua raiz humanista para um nefasto subdesenvolvimento crónico que o torna alheio à militância cívica,

NOTA DE RODAPÉ

2018: INTERROGAÇÃO AO DESTINO 1. A cada novo ano o recomeço; de esperanças, expectativas, sonhos e desejos. O pensamento gera uma onda positiva que o impele a arrumar nas gavetas recônditas do ser tudo o que foi mau, a relativizar o menos bom, e a acreditar no novo ciclo de 12 meses que se começa a desenhar. Acredita-se, acima de tudo no eu interior, na capacidade de mudar o que julgamos mal, de definir novos caminhos, que nos conduzam a um conceito

A Noite de Reis

A noite implantava-se aos poucos, escurecendo lentamente todo aquele recanto que se entregava a um silêncio noturno que só a natureza tem a permissão de quebrar. A lua parecia irradiar como uma candeia mais forte, muito mais forte que a das próprias estrelas que preenchiam toda aquela abóbada celeste. O fumo esbranquiçado das lareiras incensava todo vale que aclamava um inverno frio e húmido como aquela noite que se inaugurava. O luar inundava de luz

O céu profundo

Há mais céu do que aquele que os nossos olhos permitem prececionar. Só descobrimos esse cosmos desconhecido com o uso de telescópios. Recordo que Galileu Galilei foi o primeiro cientista a fazer uso de um telescópio para explorar o céu, no ano de 1610. Desde então, foram sendo desenvolvidos progressivamente telescópios cada vez mais potentes e sensíveis, coplados a diversos instrumentos de deteção, e o Universo revelou-se composto de muitos milhões de milhões