OPINIÃO

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Público(s)…

Vou muitas vezes ao Coliseu (mais em Lisboa do que no Porto) e posso afirmar que conheço relativamente bem o(s) público(s) que frequenta(m) esta(s) sala(s). É um público muito diversificado (diferentes origens e diferentes gostos) que poderei definir como popular. É um público muito pouco pontual o que é, infelizmente, tolerado nesta(s) sala(s). É um público emotivo e que gosta de ser desafiado pelos artistas. Ao

Nas Margens do Ceira

Foi festejado condignamente o centenário do nosso jornal. Foram muitos e da mais diferente origem aqueles que se associaram ao aniversário de “O Despertar” todos unânimes em salientar um historial rico de verdade, independência e liberdade. Se fisicamente não me foi possível estar presente no almoço dos Colaboradores estive-o em espírito partilhando mesmo ausente das emoções vividas. Sinto-me honrado por me

Escolha

Quando a minha escolha é consciente, nenhuma repercussão me assusta. Quando não é, qualquer comentário me balança.” – José Eustáquio Estar no presente, no aqui e no agora, amplia a nossa força, a todos os níveis. Faz com que nos sintamos mais seguros. (Escute Simone de Beauavoir: “O presente não é um passado em potência,

Gente de “O Despertar”

Homem vertical. Diferente. Cultura acima da média. Jornalista brilhante sempre à procura da verdade e dos interesses de Coimbra que adorava. Numa fase de um período de filosofia europeia que servia para turbar o conhecimento com disparatados classicismos ou hermetismos para encobrir as insuficiências, o Dr. Fausto Correia teve a missão de escrever no Despertar como uma razão de vida. Pletórico, cheio de amor pelo mais antigo

Encontro

Ela era humilde. Discreta. Um farol para todos nós. Sobretudo para o meu Pai. Tive a sorte de ter tido uma Mãe que era toda Amor! Amava as flores. Os animais. As pessoas, fossem elas quem fossem. Não me lembro de alguma vez, ouvir a minha Mãe julgar quem quer que fosse. Criticar ou maldizer o que acontecesse de menos bom. Era uma pessoa encantada pela vida

Orquestra Académica da Universidade de Coimbra: Uma formação sinfónica brilhantíssima

Surgiu em setembro do ano passado por ação da Tuna Académica, com uma estreia deslumbrante, a Orquestra Académica da Universidade de Coimbra (OAUC). Tem como objetivo proporcionar a estudantes, ex-estudantes, docentes, não docentes e restantes membros da comunidade académica coimbrã um espaço de execução de música sinfónica amadora de elevada qualidade. Um antigo Tuno, Prof. Doutor Polybio Serra e Silva, e um dirigente dos atuais Tunos, Dr. Adamo Caetano, falam a “O Despertar” acerca deste

Perfil da pintora Isabel Zamith

Esta magnífica artista em cada exposição toma uma posição auto-crítica equacionando os problemas da objetividade do cromatismo, sempre em movimento, em novos processos para consciencializar a “sua pintura”, na expressão formal ou no soberbo jogo como usa o estilo ou estilos, abrindo um novo ciclo de perceção que não se esgota na função conhecitiva pois dá à natureza uma reflexão poética, que entra em nós nos magníficos temas tratados numa rara vivência da própria intencionalidade

Transformar dor em vitória

Não duvidemos de nossa capacidade, como seres espirituais e humanos, de alcançar o hoje considerado insuperável. Temos muito mais aptidão para sobrepujar problemas, por maiores que os julguemos, segundo avalia o médico, psicólogo, filósofo e escritor norte-americano William James (1842-1910): “A maioria das pessoas vive física, intelectual ou moralmente num

TESTEMUNHOS

Cheguei a casa, por volta das 12 horas, após a minha caminhada matinal. Sabia que o meu gato VIP se achava moribundo. Por esse facto, logo que entrei, fui ao seu encontro. Percecionava encontrá-lo deitado no seu cesto, estrategicamente colocado junto à mesa redonda da marquise, coberto pela camilha, e recebendo os calores reconfortantes oriundos da braseira elétrica. Descobri-o estendido, quase em posição de morte: a cabeça na almofada do cesto, e o resto do corpo na tábua da braseira, como

Crónica de circunstância

O café torna-se apreensível na arquitetura humana, nas deformações manifestadas pela multidão que, quando sai da mera abstração e se individualiza, fixa o olhar atento, sagaz, repara na paisagem humana, nas figuras, na alegria e na tristeza nas fisionomias ou naturezas imóveis, de gente que percorre esta existência agreste e felina, mordaz e cínica, de seres quantas vezes se debruçam na nostalgia de mundos quiméricos ou perdidos. De sonhos irrealizáveis abstratos uns, outros fantasias no mero ouropel ou nas miragens