OPINIÃO

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Porque nem tudo está bem…

O sol rompe já tarde, enfraquecido por uma névoa molhada que vai refrescando o cenário quente dos últimos dias. A cidade vai perdendo a sua vivacidade com a partida dos seus filhos adotados, os estudantes. Com a chegada do verão é hora de despedidas, um “até sempre” por parte dos finalistas e um “até para o ano”, que expressam aqueles que hão de continuar por cá, dando seguimento ao capítulo agora interrompido pelo

TRAGÉDIA(S)

Em Portugal, salvo melhor opinião, temos olhado muito para Lisboa e para o Porto e esquecemo-nos do resto do país. Avolumou-se, nos últimos tempos, esta MACROBICEFALIA com a implantação de sistemas informativos (televisões e rádios em especial) sedeados nas duas cidades referidas. Quase tudo o que acontece só acontece porque é em Lisboa ou no Porto. A província terá ganho algumas boas rodovias. De resto, o que pouco mais ganhou advém da atividade do PODER

Cartão vermelho direto!

Detesto… “o que é que esta menina detesta?”, perguntam os meus muito queridos leitores. Pastilhas elásticas!!!, respondo. Este é o texto mais previsível de todos os textos que poderia alguma vez escrever. Quem me conhece bem sabe como eu detesto pastilhas elásticas. De um modo muito particular fico “com uma nuvem carregada em cima da cabeça” quando, em contexto profissional, encontro alguém a “mascar”” uma bela (?!) pastilha elástica. Antes de

Testemunhos: Não é o Fogo do Amor que Arde em Camões

O fogo radiou enfurecido por entre pessoas, casas, pomares, vinhas, arvoredo, pinhais e eucaliptais, em redor de Pedrógão Grande e concelhos limítrofes. As chamas devoraram tudo à sua passagem, lançando foguetes luzentes que multiplicavam os focos de incêndio a distâncias consideráveis do lugar de partida. Eram labirintos luminosos que depressa se transformavam em línguas de fogo longas e devastadoras. Dizem ter sido a origem da catástrofe uma trovoada seca

Pintura de Gracinda Leandro

A pintura desta artista não se insere na definição tomista porque não tem a predisposição para uma ordem estética imediata, de agradar no intuito compreensivo do objeto, da coisa bela, e revela, parte do existente, como elementos inacabados, que se desarticulam, e se juntam num ângulo repetitivo e onde a imperfeição, invulgarmente, é a consonância inteligível, mas a arte surge imprevistamente e a beleza relativa é dada na originalidade das emoções da pintora, da artista,

ESCOLHAS

Inadequação existencial, a maior parte das vezes, dependente das nossas escolhas, é das coisas mais graves capaz de nos roubar a paz. A felicidade. Às vezes, ainda jovens ou imaturos, ficamos esquecidos de quem somos. Augusto Cury diz e muito bem: “Uma pessoa imatura pensa que todas as suas escolhas geram ganhos. Uma pessoa madura sabe que todas as escolhas têm perdas.” A

O perigo é real

O risco de uma Terceira Guerra Mundial não é ilusório. A paz quase que não tem passado de figura de retórica. Em grande parte da História humana, o período em que prevaleceu é ínfimo. Se é que já houve verdadeira paz neste mundo… Somente na Alma de alguns bem-aventurados é que ela tem conseguido habitar. (…) Por isso, certamente, advertiu o papa João Paulo II

AGÊNCIA EUROPEIA DO MEDICAMENTO EM COIMBRA?

Não acredito que COIMBRA não entre na corrida para ficar com a sede da Agência Europeia do Medicamento. COIMBRA, CIDADE DA SAÚDE, onde estão os mais destacados profissionais e investigadores é a única cidade que devia emergir nesta candidatura. E a projeção do cluster da SAÚDE em COIMBRA tem reconhecimento internacional. Revirem tudo. Alcancem esta candidatura. ENVELHECER ASSIM, SIM! ? “

Mais ondas gravitacionais

Qualquer teoria científica precisa de ser validada por resultados, factos experimentais. Sem estes, as teorias científicas não podem ser confirmadas, nem rejeitadas, pela comunidade científica internacional. É como se as teorias científicas navegassem no mar das incertezas em naus feitas de factos: só as teorias com naus de factos robustos navegam; as outras afundam-se. E os resultados experimentais são tanto mais robustos quanto maior for a sua reprodutibilidade. Nas mesmas condições experimentais, qualquer cientista deve

Gente de Coimbra: O mestre Pinho Dinis

A fisionomia sociológica da mulher portuguesa foi no pintor Pinho Dinis uma evidente fotogenia humana num traço incomum, na descoberta dialética que mereceu elogios no Canadá, Brasil, na Península Ibérica, tal o sentimento individual, aliciante, na feitura da sua universalista obra que prestigiou Coimbra, que ele amava, merecedor da Medalha de Ouro que a Câmara Municipal lhe entregou em sessão solene. Culto. Investigador. Foi um artista que se remoçava sempre, que