OPINIÃO

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Testemunhos: António, estás a cair no esquecimento?

Trago hoje o nome António à liça, apenas pelo facto de ter a convicção formada de que está em desuso. Sinto nostalgia, fundamentalmente, quando é substituído por outros, fruto de preconceito, vaidade ou influência de outras esferas culturais que pouco têm a ver com a história social e cultural portuguesa. António, «talvez o nome mais popular da antroponímia portuguesa, permanece de

A magia da poesia

Os livros do poeta Paulo Ilharco, assaz diferentes que se fazem rodear de uma segurança professoral no trato do verso e duma ortodoxia conceitual, tem neste último livro a elasticidade intelectual e a profundidade dos primeiros livros. O poeta usa a metáfora e uma linguagem acentuadamente profunda e extensa como usasse a tese aristotélica ou o pensador filosófico onde, amiúde, surge o corpo e o espírito do verso numa paisagem platónica

À descoberta de quem somos

Está a ler este texto. Para isso teve que realizar um conjunto de movimentos (desde os oculares aos do braço, mão e dedo que clicou no botão do rato, entre outros) que de certa forma lhe parecem agora que foram automáticos, feitos de forma inconsciente. Ou seja, não teve que pensar conscientemente nos vários movimentos que teve de fazer para poder estar agora a ler este texto. Também a compreensão do que está a ler

Emoções, a cor da alma

Cursei Medicina Tradicional Chinesa, na Escola de Pedro Choy. Foi interessante, trabalhoso e caro, mas não me arrependo. Entre muitas noções que observei, aprendi, ficaram alguns conceitos básicos, em que se fundamenta a Acupuntura. A sua existência move-se entre duas forças opostas. Complementares, ditas Yin e Yang. Entre os diferentes componentes do corpo humano, existe o QI= Energia, circulando em canais, os meridianos. O acupuntor tenta estabelecer o equilíbrio entre o

Vencendo as diferenças

O dia 25 de junho marca a adoção pela ONU (Organização das Nações Unidas) da Declaração e Programa de Ação de Viena (1993). Consta lá, entre seus 100 tópicos, que “a Conferência Mundial sobre Direitos Humanos considera a educação, o treinamento e a informação pública na área dos direitos humanos elementos essenciais para promover e estabelecer relações estáveis e harmoniosas entre

SERENATAS DO MONDEGO… NA FIGUEIRA

Foi apresentado ontem de manhã o ciclo SERENATAS DO MONDEGO a promover pela FILARMÓNICA DEZ DE AGOSTO da vizinha Figueira da Foz. Esta iniciativa vai alta. Nos anos anteriores foi marcada pelo êxito. O sucesso está (podemos ousar dizer) amplamente garantido para este verão de 2017. Em locais emblemáticos da baixa figueirense (Praça Nova, Praça Velha e Mercado Municipal) vai decorrer um conjunto de sessões dedicadas ao FADO e CANÇÃO DE COIMBRA e também ao

Nas Margens do Ceira

Morreu o Vasco Berardo. A notícia, se bem que infelizmente esperada, senti-a amargamente. É bom que se diga que o Vasco não foi só, o que seria já muito, o artista consagrado que se impôs durante décadas em Portugal e no estrangeiro. Para falar da sua carreira artística muitos há que o podem e sabem fazer dando os contornos técnicos a uma obra que perdurará para todo o sempre. Eu conheci o Vasco,

A pintura motiva a cultura

Os artistas plásticos não se fecham numa torre de marfim e têm uma conceção dum dever cívico internacionalista, para uns tantos, em formas e conteúdos, rebeldes, outras mais clássicas, espalhando-se os seus autores pelas galerias, bares, hotéis, restaurantes, por vezes numa fictícia clandestinidade, nas caves, a lembrar as célebres caves de S. Germain dès Prês, de Paris, num realismo de causa viva ou na invenção pura de reversos sentimentais, que, para uns tantos críticos é

Porque nem tudo está bem…

O sol rompe já tarde, enfraquecido por uma névoa molhada que vai refrescando o cenário quente dos últimos dias. A cidade vai perdendo a sua vivacidade com a partida dos seus filhos adotados, os estudantes. Com a chegada do verão é hora de despedidas, um “até sempre” por parte dos finalistas e um “até para o ano”, que expressam aqueles que hão de continuar por cá, dando seguimento ao capítulo agora interrompido pelo

TRAGÉDIA(S)

Em Portugal, salvo melhor opinião, temos olhado muito para Lisboa e para o Porto e esquecemo-nos do resto do país. Avolumou-se, nos últimos tempos, esta MACROBICEFALIA com a implantação de sistemas informativos (televisões e rádios em especial) sedeados nas duas cidades referidas. Quase tudo o que acontece só acontece porque é em Lisboa ou no Porto. A província terá ganho algumas boas rodovias. De resto, o que pouco mais ganhou advém da atividade do PODER