OPINIÃO

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Nas Margens do Ceira

Sempre se disse que recordar é viver. E quando se é velho melhor sabe recordar. E quando as recordações nos conduzem a evocar pessoas ou factos que nos são queridos mais agradáveis elas se tornam. A minha juventude está ligada sempre ao bairro dos Olivais onde vivi anos inesquecíveis. O Armando de Almeida e seu irmão Alcino faziam parte da família olivanense. O Alcino foi funcionário dos

Pais de boas obras

Dia dos Pais! Nosso pensamento se eleva em primeiro lugar ao Pai de todos, o Celestial, que gerou nossos pais e fez igualmente de nós pais. Alguns argumentam: “E como ficam os homens que não têm filhos?”. Já expliquei que pai também é aquele que faz nascer boas obras — como

Ainda tem um travessão de gravata?

Há dias, pessoa de família veio-me pedir se tinha um travessão de gravata para emprestar ao marido. A farda reclama esse acessório, mas não o encontrou à venda. Com o adereço travessão de gravata podemos ver se gravata e camisa estão em perfeita sintonia. Tudo direitinho. Não detetei, contudo, qualquer definição para TRAVESSÃO DE GRAVATA. Talvez não tenha procurado o suficiente. Vão-se adereços antigos e

O ferro e a vida

A influência do elemento Ferro, agora, e mesmo antes de haver vida, é pelo menos tão importante como o ADN na história da própria vida”. Quem o afirmou foi o químico inglês Robert Williams num artigo publicado na revista Nature em 1990 (R.J. Williams, Biomineralization: iron and the origin of life, Nature, 343 (1990) 213–214). De facto, o Ferro é elemento essencial para a produção

Público(s)…

Vou muitas vezes ao Coliseu (mais em Lisboa do que no Porto) e posso afirmar que conheço relativamente bem o(s) público(s) que frequenta(m) esta(s) sala(s). É um público muito diversificado (diferentes origens e diferentes gostos) que poderei definir como popular. É um público muito pouco pontual o que é, infelizmente, tolerado nesta(s) sala(s). É um público emotivo e que gosta de ser desafiado pelos artistas. Ao

Nas Margens do Ceira

Foi festejado condignamente o centenário do nosso jornal. Foram muitos e da mais diferente origem aqueles que se associaram ao aniversário de “O Despertar” todos unânimes em salientar um historial rico de verdade, independência e liberdade. Se fisicamente não me foi possível estar presente no almoço dos Colaboradores estive-o em espírito partilhando mesmo ausente das emoções vividas. Sinto-me honrado por me

Escolha

Quando a minha escolha é consciente, nenhuma repercussão me assusta. Quando não é, qualquer comentário me balança.” – José Eustáquio Estar no presente, no aqui e no agora, amplia a nossa força, a todos os níveis. Faz com que nos sintamos mais seguros. (Escute Simone de Beauavoir: “O presente não é um passado em potência,

Gente de “O Despertar”

Homem vertical. Diferente. Cultura acima da média. Jornalista brilhante sempre à procura da verdade e dos interesses de Coimbra que adorava. Numa fase de um período de filosofia europeia que servia para turbar o conhecimento com disparatados classicismos ou hermetismos para encobrir as insuficiências, o Dr. Fausto Correia teve a missão de escrever no Despertar como uma razão de vida. Pletórico, cheio de amor pelo mais antigo

Encontro

Ela era humilde. Discreta. Um farol para todos nós. Sobretudo para o meu Pai. Tive a sorte de ter tido uma Mãe que era toda Amor! Amava as flores. Os animais. As pessoas, fossem elas quem fossem. Não me lembro de alguma vez, ouvir a minha Mãe julgar quem quer que fosse. Criticar ou maldizer o que acontecesse de menos bom. Era uma pessoa encantada pela vida

Orquestra Académica da Universidade de Coimbra: Uma formação sinfónica brilhantíssima

Surgiu em setembro do ano passado por ação da Tuna Académica, com uma estreia deslumbrante, a Orquestra Académica da Universidade de Coimbra (OAUC). Tem como objetivo proporcionar a estudantes, ex-estudantes, docentes, não docentes e restantes membros da comunidade académica coimbrã um espaço de execução de música sinfónica amadora de elevada qualidade. Um antigo Tuno, Prof. Doutor Polybio Serra e Silva, e um dirigente dos atuais Tunos, Dr. Adamo Caetano, falam a “O Despertar” acerca deste