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| Novo comandante dos Voluntários toma posse domingo |
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Fernando Manuel Pereira Nobre Ferreira, atual comandante interino, vai ser proposto domingo para novo comandante do Corpo dos Bombeiros Voluntários de Coimbra. Na corporação desde os 16 anos de idade, o novo comandante assume que está consciente da responsabilidade que o novo cargo representa. Conhecer como poucos da realidade dos Voluntários, entende que o seu grande desafio será continuar a apostar fortemente na formação. Assim, defende que o lema terá que ser sempre “formar, formar, formar”, já que “quem não sabe, não salva”. Vai ser proposto domingo novo comandante dos Bombeiros Voluntários de Coimbra. Como é que encara este novo desafio?Estou consciente das dificuldades que vou ter pela frente, muito embora também esteja consciente de que é a continuidade de um serviço e de uma dedicação a que me comprometi com os Bombeiros Voluntários há muitos anos. Estou nos Voluntários há mais de 36 anos, portanto é a continuidade de uma dedicação que tenho desde muito criança, já que entrei para aqui com apenas 16 anos. O que é que é preciso para se ser bombeiro?Acima de tudo ter um grande espírito de sacrifício, dedicação e disciplina. Muitas das vezes – senão em quase todas – é preciso também pôr-se do lado de lá da linha, daquele que está a necessitar do socorro. Quais são os desafios que se colocam ao novo comandante?Há um desafio que é muito grande que é o apostar cada vez mais na formação destes homens. Nós temos um efetivo de 90 bombeiros e temos que apostar na formação porque hoje, como sempre, quem não sabe não salva. A nossa missão aqui nos Voluntários é prestar socorro em toda a ordem, não só no combate dos incêndios urbanos ou florestais mas também na área da saúde e do desencarceramento. Por isso, temos que estar preparados para tudo. A minha grande aposta e o grande desafio que se me coloca é precisamente formar, formar, formar. Ainda há muitas pessoas a oferecer-se como voluntário?Sim. Felizmente este corpo de bombeiros ainda não passou pela dificuldade de na hora da chamada não haver resposta. Eles têm sempre respondido, e em força, a todo e qualquer tipo de chamamento para o quartel. A tempo inteiro temos cá seis bombeiros mas quando é preciso um reforço para uma emergência, no espaço de 10 minutos, tenho aqui 25 a 30 homens o que é muito bom. Posso dizer que, felizmente, não sentimos ainda dificuldade de mobilização dos bombeiros aqui em Coimbra. Basta vermos os registos de 2008, em que durante todo o ano tivemos em ação em todas as intervenções que fizemos 6463 homens. É uma boa capacidade de resposta às necessidades que a cidade precisa. A grande maioria das ações prendeu-se com incêndios no verão, transporte de doentes e transporte de emergência. Qual é a grande dificuldade que uma cidade como Coimbra coloca aos Bombeiros Voluntários?A grande dificuldade prende-se com o facto de os Voluntários passarem um pouco ao lado da população. Há pessoas que ainda não sabem onde estamos situados. Lembram-se dos bombeiros para pedir socorro mas esquecem-se que os bombeiros também precisam da população diariamente. Para além disto, é uma cidade que apresenta também dificuldades acrescidas pelas características das suas ruas?Coimbra é uma cidade histórica, onde as ruas na Alta e na Baixa são muito estreitas. Isto significa que, no caso de um alerta dado numa dessas ruas. Os Voluntários não vão poder dispor dos meios que gostariam, devido às dimensões dos veículos. Temos que avançar sempre com viaturas ligeiras, com pouca capacidade de água e pouco equipamento. Apesar de enviarmos também viaturas de apoio, estas têm que ficar a uma certa distância de onde vai ser feito o combate. Claro que não era assim que gostaríamos de trabalhar mas temos que nos adaptar à realidade e responder da melhor forma que conseguimos.
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