Clube de Comunicação Social promove almoço solidário com a Casa dos Pobres
Por Zilda MonteiroO Clube de Comunicação Social de Coimbra (CCSC) promove, na próxima quarta feira, dia 27, às 13h00, nas instalações da Praça do Comércio, um almoço solidário com a Casa d...
Ler Mais...
Portugal dos Pequenitos há 70 anos a educar e a divertir
Por Zilda MonteiroO Portugal dos Pequenitos comemora este ano 70 anos. Inaugurado a 8 de junho de 1940, este parque lúdico pedagógico é uma referência na cidade, no país e no mundo, fazendo par...
Ler Mais...
Espaços culturais com “crescimento impressionante” em 2008
Por Zilda Monteiro Os números são “impressionantes” e não deixam margem para dúvida – “vale a pena apostar na cultura em Coimbra”. Mário Nunes traça um “balanço francamente pos...
Ler Mais...
Novo comandante dos Voluntários toma posse domingo
Por Zilda Monteiro Fernando Manuel Pereira Nobre Ferreira, atual comandante interino, vai ser proposto domingo para novo comandante do Corpo dos Bombeiros Voluntários de Coimbra. Na corp...
Ler Mais...
| Mãe/criança luta pelo filho |
|
De um modo geral, e pelo que se viu inicialmente, o povo levantou-se em apoio a uma mãe/criança que quer o seu filho. É da natureza humana. Como muitos, também me interessei pelo caso e li tudo o que me foi possível. Abençoada internet. Um número significativo de comentadores, oficiais e de circunstância, colocou-se ao lado da jovem e critica a posição do tribunal. Vamos aos factos. A jovem Ana Rita teve um filho quando tinha apenas 13 anos. O pai, com apenas 17 anos, só perfilhou o filho depois de um teste de paternidade. Para o tribunal e de acordo com o acórdão, “foi constatada que a habitação estava muita suja, com dejetos de quatro cães pela casa, comprimidos espalhados, cozinha desorganizada e com comida a apodrecer em cima da bancada”. Era de facto um quadro muito negro para ter uma criança, quanto mais duas. A acrescentar a esta problemática situação, a avó de Ana Rita, segundo o tribunal, tem “problemas de saúde mental”. O Tribunal de Cascais considerou que Ana Rita estava “numa situação de risco, em abandono escolar e sem família organizada capaz de fazer face ao seu bem-estar”. Apesar de tudo, o tribunal também considerou que a jovem mãe “demonstra ter competências maternais e afeto pelo menor quando está com ele”. Foi por tudo isto que foi proposto à jovem que ela e o seu filho fossem colocados numa instituição para adolescentes com filhos. Compreensivelmente, a jovem Ana Rita, que na altura era uma criança com apenas 13 anos, não quis deixar a família e rejeitou porque “não conseguia dormir fora de casa e não queria deixar a mãe”. Ao contrário de muitos, e perante os factos provados, acho que o tribunal decidiu bem. Foi há dois anos. Agora e perante um novo quadro, acho que o tribunal deverá reavaliar a situação e dar uma oportunidade à jovem Ana Rita de ser mãe. Pelo que se tem visto, ela merece essa felicidade. Como ela própria disse recentemente, “só quero que o meu filho venha para mim”. Seria bom que a sociedade não abandonasse estas duas crianças. |



