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Um remédio justificativo para a zona histórica de Leiria

 Por Joaquim Vieira

 É uma realidade que a zona histórica de Leiria está muito degradada. Completamente abandonada e não só, o pequeno e médio comércio vê-se em apuros para poder suportar as despesas devido à paralisia de vendas, que é total, se bem que a crise seja geral, e em todos os setores.

Quem tem boa memória lembrar-se-á que, noutros tempos, quando havia um ano de crise, havia sempre a esperança de que, no seguinte, seria melhor, e era mesmo! Agora, essa fé deixou de existir, porque os sucessivos governos não cumprem o que prometeram.

 

Mas suponhamos voltar a esses bons dias (o que não auguro a curto prazo). Estará a zona histórica preparada para os enfrentar? Presentemente não está, com a maioria dos prédios em total abandono e completa degradação. Vá lá que as autarquias atuais já deram um ar da sua graça, demonstrada por uma pequena ajuda a um utente que mandou pintar o exterior do seu prédio, na rua Barão de Viamonte. Anularam-lhe o pagamento da licença de obras e permitiram-lhe a ocupação temporária da via.

 

Mas há tanto que fazer e não se tem feito por culpa das autoridades competentes... Veja-se só este caso, além de muitos outros que existem, esta ruinosa vergonha, da qual junto fotografia, de dois prédios no largo da Padeira de Aljubarrota. Pois bem: o seu proprietário já está esperando há mais de cinco anos pela aprovação da respetiva planta, para poder fazer as obras. Este lamenta-se, e com razão, assim não vamos a lado nenhum.

 

Bom, mesmo assim tenhamos esperança de que melhores dias virão, e esses melhores dias poderão surgir com a ajuda dos atuais autarcas ou, quando muito, de outros futuros, após as eleições. Neste caso, quem manda são os eleitores, e nada mais! Mas, suponhamos, e é possível que tal aconteça, que são os atuais. Sendo assim, pergunta-se: terão interesse e força suficiente para que a Loja do Cidadão, que pretendem abrir em Leiria, seja montada nesta zona histórica? Repare-se que, neste local, temos quatros sítios bons para o efeito. Se assim fosse, seria um remédio santo e bem justificativo para ajudar a debelar uma grande parte da crise crucial que paira neste local. Mas este interesse tão justificativo para Leiria não deveria partir só dos políticos, mas sim das diversas associações interessadas no progresso da nossa urbe, como por exemplo a ACILIS e outras de vulto.

 

Preocupados com o que poderá vir a acontecer, estamos a fazer (refiro-me a alguns comerciantes) um abaixo assinado para angariar assinaturas de diversas individualidades. Já temos algumas centenas, e, assim, vamos vivendo com momentos de esperança, que é a última coisa a morrer.