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Por Zilda Monteiro Manter as crianças na freguesia e criar melhores condições para a população idosa são duas das principais prioridades de Diamantino Jorge para este mandato. E entrevista a “O Despertar”, o presidente da Junta de Antuzede dá a conhecer algumas medidas que o executivo vai pôr em prática já no próximo ano letivo nas escolas e jardim infantil, de forma a criar melhores condições para crianças e pais, e anuncia a construção, muito brevemente, de um Centro Cívico, um espaço onde os mais idosos e os mais jovens poderão confraternizar, trocar experiências e desfrutar de um conjunto de atividades, contribuindo assim para que vivem o seu dia a dia de uma forma mais saudável e mais feliz.
A população da freguesia de Antuzede voltou a elegê-lo para um segundo mandato. O que é que não conseguiu fazer nos primeiros quatro anos que considera agora determinante para o desenvolvimento desta freguesia?Há sempre muita coisa por fazer pela freguesia. O trabalho nunca está completo e quando concretizamos um projeto já estamos a pensar no próximo. Mas, numa altura em que se fala tanto em encerramento de escolas e nas carências da terceira idade, as minhas prioridades passam por criar melhores condições para as nossas crianças e para os nossos idosos. Entendo que são duas faixas etárias que merecem toda a nossa atenção e carinho. Em relação às crianças vamos prolongar o regime de ATL das 17h30 às 19h00 e vamos manter o ATL em funcionamento nas férias, estando assim disponível em regime completo das 8h30 às 19h00 durante o período de férias escolares. Para além disso, a Junta de Freguesia vai proceder ao pagamento integral dos manuais escolares às crianças que se inscrevam pela primeira vez nas escolas da freguesia e vai comparticipar nas despesas de funcionamento das atividades extra curriculares. Com estas medidas queremos oferecer aos pais e encarregados de educação aquilo que eles procuram fora da freguesia, criando-lhes condições que lhes permitam deixar as suas crianças nas nossas escolas. Queremos, no fundo, tentar fixar as crianças da freguesia na freguesia procurando evitar assim que as nossas escolas corram o risco de encerrar.Se por um lado as crianças são uma das nossas prioridades, por outro temos também os nossos idosos. Queremos criar também infraestruturas e atividades que lhes permitam ter melhor qualidade de vida e uma vida mais ativa e mais saudável. É nesse sentido que vamos criar um Centro Cívico, um espaço onde os nossos idosos vão poder confraternizar com os mais novos e trocar experiências de vida, de forma a que haja um maior entrosamento entre estas duas faixas etárias. Há alguma perspetiva de quando é que esse Centro Cívico será criado? Vai ser uma obra construída de raiz?Não será uma construção de raiz. Já temos um espaço para este Centro. Vai ser criado na antiga escola da Póvoa do Pinheiro, um equipamento que vamos remodelar e readaptar à nova realidade e às exigências que a lei determina para o funcionamento de um Centro Cívico. A obra vai avançar muito em breve, só estamos à espera do protocolo que já assinámos com a Câmara Municipal de Coimbra. Penso que até ao final do ano poderemos ter tudo resolvido e espero que até lá possamos ter o espaço com condições para começar a funcionar no apoio à terceira idade. O que é que irá funcionar nesse Centro Cívico?A última coisa que queremos fazer deste espaço é transformá-lo num depósito de pessoas. Queremos que o Centro Cívico seja um espaço onde as pessoas se sintam bem, onde possam passar o tempo de forma aprazível, onde encontrem várias atividades que os ajudem a passar da melhor forma o seu dia a dia. Uma vez que a Junta só por si não tem capacidade para dinamizar o espaço, temos já contactos estabelecidos com várias entidades e instituições, vão promover esse tipo de atividades, como música, desporto… Estamos a falar de uma freguesia com que população?Neste momento temos 3220 habitantes recenseados. Mas sabemos que há muitas pessoas a viver na freguesia que não estão recenseadas. Penso que em termos de população efetiva rondará os 3500 habitantes. Em termos de crianças não podemos dizer que há muitas porque, atualmente, já não é frequente terem-se muitas crianças. Esta é uma realidade que não é só nossa. Portanto, posso dizer que temos as crianças normais para a dimensão da freguesia. Obviamente que gostaríamos de ter mais para podermos ter mais escolas em funcionamento, já que temos duas escolas encerradas. Neste momento temos cerca de 50 crianças nas duas escolas primárias e temos 28 crianças no jardim infantil. E em termos de idosos? Há respostas para esta faixa etária na freguesia?Temos alguns idosos, com algumas carências. Neste momento não temos nenhuma resposta na freguesia porque não temos nenhuma IPSS que promova uma infraestrutura de apoio aos idosos. A Junta de Freguesia está a tentar colmatar essa lacuna, fazendo o tal Centro Cívico onde os mais idosos possam ter esse espaço. Esperamos que, muito em breve, esta lacuna esta resolvida. Antuzede é uma freguesia dinâmica?Julgo que sim. Neste momento já tem mais vida do que tinha antes. Mas isso é normal porque as iniciativas vão-se criando, as infraestruturas vão aparecendo… Atualmente julgo que temos uma freguesia com muita vida, com muitas atividades. As instituições começam a aparecer e começam a dar os seus frutos. Nota-se que os jovens também estão mais dinâmicos, que começam a fazer outras coisas que no passado não faziam e, nesse sentido, podemos dizer que estamos muito mais dinâmicos, muito mais abertos e muito mais vistos no exterior. É isso que nos dá também alento para continuar. O edifício da Junta de Freguesia funciona só como sede ou acolhe também outros serviços?O edifício da Junta funciona como sede e acolhe também o Centro de Saúde. A nível de saúde estamos bem servidos e espero que continuemos assim porque, como todos sabemos, há poucos médicos e poucos enfermeiros no país. Nós, neste momento, não nos podemos queixar porque nessa área estamos bem servidos. Qual é a principal dificuldade com que se depara enquanto autarca?Há várias dificuldades que vão surgindo. As dificuldades económicas são as que mais nos limitam. É o não termos dinheiro que nos permita concretizar algumas das obras que pretendemos levar a efeito para dinamizar e para criar melhores infraestruturas na freguesia. A falta de dinheiro é, sem dúvida, o que mais condiciona a nossa atividade. Sendo que a nossa principal fonte de receita são as normas protocoladas com a Câmara Municipal de Coimbra, e numa altura em que os dinheiros não abundam, mais difícil se torna concretizar a obra. Essa é uma das grandes dificuldades que encontramos. Por outro lado, cada vez mais se exigem projetos e outras exigências e, muitas vezes, não conseguimos concretizar o que pretendemos em tempo útil. Os projetos acabam por demorar sempre mais. Gostaríamos que a nível da Câmara - e devo dizer que a autarquia neste momento tem tido um diálogo muito bom com a Junta de Freguesia -, em termos internos, se pudesse aligeirar um pouco os processos. Isso seria benéfico para todos. Tudo o que fazemos é em prol da comunidade, queremos fazer bem e, portanto, o que pretendemos é mais apoio e mais celeridade no andamento dos processos. Para além do Centro Cívico, alguma obra que considere determinante para a freguesia?Há várias obras importantes, como os acessos dentro da freguesia. Temos sete localidades - Gândara, São Facundo, Paul, Cidreira, Antuzede, Póvoa do Pinheiro, Geria e Quintã - e queríamos que estes sete lugares tivessem ligações mais rápidas e em melhor qualidade. Um dos nossos objetivos é precisamente melhorar os acessos entre as várias povoações da freguesia, promovendo assim um maior contacto entre as populações e também a economia, a informação e a convivência entre as pessoas, de forma a que tudo flua mais rapidamente.Temos também uma necessidade premente de melhorar a rede de transportes públicos que opera na freguesia. Neste momento as empresas que prestam o serviço de transportes públicos de passageiros são a Joalto Mondego e a Moisés Correia de Oliveira e estas empresas não oferecem um bom serviço, com horários compatíveis com a maior parte da população e mais concretamente com os estudantes. É nossa ambição termos na nossa freguesia os Serviços Municipais de Transportes Urbanos de Coimbra (SMUTC), solicitação já feita este ano ao presidente da Câmara Municipal de Coimbra através de abaixo assinado e até agora ainda não satisfeita.Para além disso, também é nosso desejo alargar o saneamento à povoação da Gândara que é a única da freguesia de Antuzede que ainda não está contemplada com a obra de saneamento básico. Portanto, essa é uma obra que consideramos fundamental para este mandato e esperamos que se concretize. Obviamente que, neste caso em particular, a Câmara e as Águas de Coimbra terão um papel determinante. Em termos habitacionais, Antuzede é uma freguesia em crescimento?Sim, é uma freguesia em crescimento. Nota-se que cada vez mais as pessoas de fora de Antuzede procuram dentro da freguesia construção ou adquirir habitação. Portanto estamos a crescer nesse sentido e o nosso desejo é continuar a crescer e continuar a atrair cada vez mais pessoas. |