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| Intuição e sensibilidade toureira |
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Naturalidade: Vila Real de Santo António Depois de em agosto de 2006 ter sido a primeira cavaleira amadora a pisar a arena do Campo Pequeno numa corrida de toiros com toureiros profissionais, e de, na mesma praça, ter tido um êxito importante em julho de 2008 frente a um Branco Núncio com 626 kg, a jovem cavaleira praticante Isabel Ramos regressa ao Campo Pequeno no dia 5 de agosto, às 22h00, repartindo o cartel da Corrida do Emigrante com Joaquim Bastinhas, Ana Batista e Marcos Tenório Bastinhas. Os toiros serão de David Ribeiro Telles e pegam os Forcados Amadores de Moura, do Redondo e Académicos de Elvas.Apoderada pelo irmão, Inácio Ramos Jr., Isabel Ramos, de apenas 19 anos, tem dado cartas nas arenas portuguesas desde os 15. Frequenta o curso de Administração e Gestão de Empresas na Universidade Católica Portuguesa, gosta de ginástica e ballet, de comida italiana, de estar com os amigos, cantar, dançar, ver cinema e fazer praia, de preferência em Monte Gordo. Não gosta do amarelo e entra em praça sempre com o pé direito, superstições comuns à maioria dos toureiros, e também não gosta de chapéus em cima da cama, uma crença bem tradicional portuguesa. “Começou por ser uma gracinha, mas depressa impôs a força do seu toureio e da sua forte e vincada personalidade”, refere Miguel Alvarenga, o jornalista diretor do semanário ‘Farpas’, acerca da jovem cavaleira praticante Isabel Ramos. Efetivamente, acrescenta Alvarenga, a ‘gracinha’ nasceu toureira e “é já uma simbólica promessa do nosso toureio a cavalo, para não dizer mesmo uma certeza”. Reconhecendo na jovem o facto de não recusar tourear “toiros-toiros, com idade e peso, ao lado de profissionais”, Miguel Alvarenga refere ainda que a cavaleira “nasceu dotada” de uma “raríssima intuição”, a prometer grandes êxitos, sobretudo porque aliada “aos seus méritos, ao seu trabalho, à sua afición e à sua entrega”. A intuição, aliás, parece ser uma das suas mais unanimemente reconhecidas qualidades. A opinião do diretor do Farpas é partilhada pelo empresário Carlos Pegado — “a Isabel é um caso de rara intuição e sensibilidade toureira”—, pelo jornalista e diretor do semanário ‘Olé’, Francisco Morgado — “a Isabel tem garra, intuição, vontade, ambição até, tudo isto conjugado com uma figura bonita a cavalo” —, e ainda por Joaquim Mesquita, jornalista tauromáquico — “graciosidade, elegância, intuição natural e as suas atuações cotadas por importantes êxitos, conferem à guapíssima Isabel Ramos uma transparência futurista de fino quilate”. Uma das grandes esperanças do toureio a cavalo Para muitos, neste momento, a jovem praticante é uma das grandes esperanças do toureio a cavalo. Mas o empresário Carlos Pegado reconhece na jovem outras qualidades, sobretudo na forma de se apresentar na arena: “No toureio a beleza estética e as regras de tradição são da maior importância. Como tal o traje que [Isabel Ramos] usa em praça é, quanto mim, o que mais se adequa à sua condição de mulher”. A moda é, aliás, uma das muitas facetas desta jovem. Vestida pelo criador Filipe Faísca, que criou os trajes que a cavaleira usa em praça, Isabel Ramos é uma das modelos da Karacter Models passa a partir de hoje a agenciar Isabel Ramos. Segundo a responsável da agência, Carla Floriano, “em Espanha o fenómeno do agenciamento das figuras do toureio não é novo, muitos trabalham com variadas e prestigiadas marcas e criadores e até a Armani já escolheu um toureiro espanhol para uma das suas campanhas. Cremos que existe mais valia neste tipo de representação e a Isabel tem um excelente potencial de crescimento, pois apesar de jovem sabe muito bem o que quer”. Mas não é tudo. A jovem integrou também recentemente o naipe de mulheres portuguesas fotografadas por Gonçalo Cunha de Sá para o livro com o mesmo nome — “Mulheres Portuguesas”. Dando destaque às mulheres portuguesas que mais se evidenciaram em diversas áreas, entre elas a tauromaquia, Gonçalo Cunha de Sá fotografou Isabel Ramos e a cavaleira de alternativa Ana Batista. Natural de Vila Real de Santo António, Isabel Ramos começou cedo a sentir a aficion, assistindo às corridas do Campo Pequeno com os pais e o irmão. A jovem começou a montar em 1996, no Centro Hípico de Leião, tendo, então, como primeiro equitador o coronel Marinho Falcão, e como primeiras montadas a Zelma, o Alf, o Paco, o Martini e o Palmela. Com apenas sete anos passou a montar em casa de Vítor Ribeiro (pai) e adquiriu o seu primeiro cavalo, o Faraó, que já havia toureado com Paulo Caetano e Vítor Ribeiro (filho). Nascia ali a curiosidade em experimentar o toureio a cavalo. Aos nove anos foi entregue aos cuidados do arquiteto José Manuel Correia Lopes, que lhe deu uma grande ajuda na equitação com bases tauromáquicas e, nesse período, por indicação do cavaleiro Rui Fernandes, comprou o Franjinhas a João Ribeiro Telles. Em 2001, a família Ramos adquiriu a Herdade das Arengozinhas a José Luís Cochicho, e Isabel começou a montar e a receber lições no Zeus, aquele que foi um dos melhores cavalos de toureio do mundo. Estreou-se em público com apenas 13 anos, numa garraiada em Monforte, com o Franjinhas e o Zeus. Pupila do cavaleiro Rui Fernandes desde 2004, Isabel mostrou-se ao grande público em 2005, numa corrida realizada nas Caldas da Rainha e transmitida pela TVI. Desde então, o movimento e o interesse pela cavaleira nunca mais pararam, tendo já sido agraciada com vários prémios. |



